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UniCredit lucra 9,7 mil milhões em 2024. CEO não descarta subir participação no Commerzbank

“Pretendemos aumentar as nossas distribuições de resultados para nove mil milhões de euros aos acionistas em 2024, dependendo das aprovações. Como prova adicional da nossa generosa política de distribuição, estamos a aumentar o dividendo em dinheiro para 50% do lucro líquido a partir de 2025”, disse Andrea Orcel.
11 Fevereiro 2025, 10h23

O UniCredit anunciou lucros de 9,7 mil milhões em 2024, a crescerem 2% face a 2023. O resultado líquido deduzido dos DTA (deferred tax assets, ou ativos por impostos diferidos) aumentou para 9,3 mil milhões de euros, registado um aumento de 8%.

O CEO do UniCredit na apresentação de resultados, diz que “o RoTE anual foi robusto, de 17,7%, ou 20,9% num rácio de capital CET1 de 13%, sustentado pelo aumento da receita líquida, uma rácio de eficiência (custo/receita) de primeira linha e uma eficiência de capital superior, com uma geração orgânica de capital de 12,6 mil milhões de euros”.

O banco liderado por Andrea Orcel anunciou uma descida de 30% nos lucros do quarto trimestre para 1,97 mil milhões de euros, com o banco italiano a ser penalizado por itens extraordinários acima de mil milhões de euros que penalizaram os resultados. Ainda assim, os analistas contavam com uma queda mais acentuada.

As receitas atingiram seis mil milhões de euros no quarto trimestre, contra as expectativas dos analistas de 5,898 mil milhões de euros.

O banco avançou que a rentabilidade medida pelo retorno sobre o capital próprio tangível de 11,5%, em comparação com 19,7% no terceiro trimestre.

O rácio de capital CET 1, uma medida de solvabilidade, foi de 15,9%, face aos 16,1% do trimestre anterior.

Em entrevista à CNBC Andrea Orcel disse que “não descartamos aumentar a nossa participação no Commerzbank”. O CEO do UniCredit também disse que “não descartamos aumentar a nossa oferta sobre o Banco BPM”.

O banco italiano está a tentar crescer por aquisições na Alemanha e Itália e o apoio dos acionistas é fundamental para a sua estratégia.

“Qualquer crescimento inorgânico deve melhorar o nosso caso independente e satisfazer os nossos rigorosos requisitos financeiros e estratégicos”, disse o CEO na nota de apresentação das contas anuais.

Numa declaração que acompanha os resultados, o CEO Andrea Orcel disse que o UniCredit estava a progredir para a próxima fase da sua estratégia e irá acelerar o seu “crescimento, aspirando a alargar ainda mais a lacuna com os concorrentes, a fechar a o nosso gap de avaliação e a consolidar o UniCredit como o banco do futuro da Europa e uma referência para o setor bancário”.

O UniCredit tem estado no epicentro do impulso para a consolidação bancária desde o segundo semestre do ano passado, após a sua construção surpresa — e posterior aumento — de uma participação no Commerzbank. O banco liderado por Andrea Orcel lançou ainda uma oferta pública de aquisição sobre o italiano Banco BPM (nascido em 2017 da fusão do Banco Popolare com a Banca Popolare di Milano, o terceiro maior banco de retalho e de empresas de Itália, em termos de ativos) no final de 2024.

O UniCredit anunciou hoje uma remuneração aos acionistas de nove mil milhões de euros referentes aos resultados do ano passado e o banco colocou o objetivo de lucros em 2027 acima de 10 mil milhões de euros.

“Pretendemos aumentar as nossas distribuições de resultados para nove mil milhões de euros aos acionistas em 2024, dependendo das aprovações. Como prova adicional da nossa generosa política de distribuição, estamos a aumentar o dividendo em dinheiro para 50% do lucro líquido a partir de 2025”, disse Andrea Orcel.

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