Universidade de Oxford suspende testes à vacina da AstraZeneca em crianças

Em fevereiro, a universidade britânica planeava incluir neste estudo 300 voluntários com idades compreendidas entre os seis e os 17 anos, residentes no Reino Unido.

Reuters/DADO RUVIC

As dúvidas sobre a vacina da AstraZeneca voltaram (ou mantêm-se). A Universidade de Oxford informou terça-feira que interrompeu um pequeno ensaio clínico à vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a AstraZeneca, que estava a ser realizado em crianças e adolescentes no Reino Unido.

A suspensão dos testes deve-se à necessidade de esperar por mais dados científicos sobre os problemas de coagulação do sangue, e posteriores tromboses, que foram detetados em adultos a quem foi administrado aquele fármaco, segundo a informação avançada pelo “Wall Street Journal” e entretanto confirmada pela universidade às agências noticiosas.

Apesar da interrupção deste ensaio clínico, a Universidade de Oxford assegurou que não se verificaram preocupações de segurança no estudo pediátrico, mas aguardam-se orientações superiores (do supervisor dos medicamentos britânico) antes de prosseguir com a vacinação nos mais novos.

Também a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está neste momento a rever as informações sobre os coágulos – casos extremamente raros – que surgiram após a administração da vacina da Oxford/AstraZeneca e deverá anunciar as conclusões já amanhã ou na quinta-feira.

Em fevereiro, Oxford planeava incluir neste estudo 300 voluntários com idades compreendidas entre os seis e os 17 anos, residentes no Reino Unido.

De relembrar que vários países europeus suspenderam a administração desta vacina, em março, depois de vários adultos com idades inferiores a 65 anos apresentarem formação de coágulos e depois tromboses. No Reino Unido, e de acordo com dados revelados pelo regulador britânico, 30 pessoas sofreram tromboses do total de 18 milhões de vacinas, sendo que sete pessoas morreram derivado a estas tromboses.

Ao dia de hoje tinha sido ainda anunciado que existia uma clara ligação entre as tromboses e a vacina da AstraZeneca no plano europeu. O responsável pela estratégia de vacinas da Agência Europeia do Medicamento, Marco Cavaleri, admitiu ao jornal italiano “Il Messaggero” a ligação à AstraZeneca mas sublinhou a necessidade de mais testes, uma vez que os cientistas ainda não descobriram o que causa esta reação específica.

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