Urban Air Mobility: revolução aérea na mobilidade urbana

Urban Air Mobility (UAM) é um conceito de mobilidade que assenta no transporte aéreo de pessoas e carga em centros metropolitanos, recorrendo a veículos autónomos elétricos.

O crescente congestionamento de tráfego nas áreas metropolitanas e os elevados custos de expansão e manutenção de infraestruturas de transporte convencionais tem levado à procura por soluções alternativas. Urban Air Mobility (UAM) é um conceito de mobilidade que assenta no transporte aéreo de pessoas e carga em centros metropolitanos, recorrendo a veículos autónomos elétricos.

Atualmente, mais de 75 cidades em todo o mundo acolhem projetos de UAM. Por exemplo, a região metropolitana de Frankfurt colabora com a Volocopter num serviço de táxi aéreo para ligação do aeroporto ao centro da cidade. A startup Lilium planeia comercializar o primeiro sistema aéreo autónomo elétrico com descolagem e aterragem vertical (eVTOL) até 2024. O desenvolvimento de protótipos por parte da Airbus (CityAirbus) e Boeing (NeXt) comprova o potencial comercial do conceito.

Estimativas apontam que os primeiros modelos de negócio comercialmente viáveis deverão surgir até 2030, competindo com os atuais serviços premium de helicóptero em rotas de elevada procura. Numa fase seguinte, o desenvolvimento de infraestruturas e regulação permitirá operações de táxi aéreo on-demand. Para isso, os seguintes fatores deverão ser endereçados:

i. Viabilidade comercial da tecnologia de propulsão elétrica e de voo autónomo;
ii. Sistemas avançados de gestão preditiva de tráfego, comunicação e navegação;
iii. Infraestruturas terrestres dedicadas para descolagem/ aterragem, carregamento elétrico e manutenção;
iv. Contexto regulatório que garanta a segurança física e cibernética da operação, a integração com o restante espaço aéreo, a certificação e regulação da operação.

A proposta de valor para o consumidor é clara: rapidez, fiabilidade e nível de serviço de mobilidade asseguradas independentemente do congestionamento de tráfego. No entanto, a aceitação e utilização geral depende da capacidade de resposta eficaz a desafios específicos. A cobertura do serviço deverá garantir tempos de espera curtos e a integração total com a rede existente, e o custo da sua utilização deverá ser competitivo com outros modos de transporte para distâncias similares.

Existe um caminho a percorrer, e o valor potencial da oportunidade irá criar competição a breve prazo. Assim, a liderança irá pertencer às empresas com uma clara estratégia de antecipação, encontrando viabilidade económica na interceção de maturidade tecnológica, soluções platform-based do ecossistema de mobilidade atual e oportunidades/desafios do contexto regulatório.

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