Vacina portuguesa. Ensaios pré-clinicos demonstram “capacidade de produção robusta de anticorpos” (com áudio)

Objetivo da empresa portuguesa é avançar para os ensaios clínicos em humanos no segundo semestre deste ano.

Esq.Pedro Madureira Chief Scientific Officer E Co Fundador. Dir. Bruno Santos CEO E Co Fundador

A empresa portuguesa que está a desenvolver uma vacina contra a Covid-19 anunciou hoje que os ensaios pré-clínicos demonstraram que a vacina produziu anticorpos contra a doença.

Estes ensaios realizados em 20 animais “demonstraram uma capacidade de produção robusta de anticorpos específicos contra o SARS-CoV-2”, segundo o comunicado divulgado esta quinta-feira, 15 de abril, sobre a vacina SILBA (SARS-CoV-2 Inactivated for Lung B and T cell Activation).

“Os dados obtidos até ao momento são muito promissores e indicadores do potencial desta vacina uma vez que, através dos dados que se conhecem das vacinas já existentes, anticorpos contra este domínio RBD da proteína Spike, estão associados a uma proteção contra a Covid-19”, afirma Bruno Santos, co-fundador e presidente executivo da Immunethep.

“São excelentes indicadores para os ensaios de eficácia em curso que tencionamos terminar no final de maio, dando lugar aos ensaios clínicos em humanos. Estes resultados permitem a Immunethep continuar a cumprir os objetivos a que se propôs: demonstrar a eficácia e qualidade da vacina SILBA em ensaios pré-clínicos no primeiro semestre deste ano e contribuir com uma solução para dar resposta à pandemia”, de acordo com este responsável.

A empresa sediada em Cantanhede, distrito de Coimbra, explica que esta vacina serve para prevenir a Covid-19 e que é de administração intranasal, “o que permite maximizar a imunidade ao nível das mucosas pulmonares, canal preferencial de entrada do vírus no organismo. A utilização do vírus inativado reduz muito a probabilidade de haver novas variantes do vírus SARS-CoV-2 que escapem à vacina”.

A companhia portuguesa tem uma parceria com uma fabricante de vacinas canadiana, a PNUVAX, revelando que “continua a desenvolver esforços para a concretização do investimento necessário por parte das entidades governamentais portuguesas para poder avançar rapidamente para os ensaios clínicos em humanos no segundo semestre do ano, como planeado”.

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