“Vamos lutar até ao fim”. Ainda há seis casas do prédio Coutinho ocupadas

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga pode, a qualquer momento, pronunciar-se sobre a última providência cautelar para tentar travar o despejo.

Arménio Belo/Lusa

Há proprietários de seis frações do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, que continuam nos apartamentos. Os últimos moradores deste edifício recusaram-se a entregar as chaves voluntariamente à VianaPolis e esperam pela decisão dos tribunais, revela o “Jornal de Notícias” (JN) na edição desta quarta-feira.

“O nosso estado de espírito é basicamente o mesmo: lutar até ao fim, até que os tribunais nos deem ou nos tirem razão (…). Estávamos hoje os mesmos que estávamos. Ninguém fala em sair e todos estamos à espera dos acontecimentos que vierem. Vamos dar tempo”, afirma ao JN Maria José da Ponte.

De acordo com o mesmo jornal, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga pode, a qualquer momento, pronunciar-se sobre a última providência cautelar para tentar travar o despejo, que deu entrada no passado mês de junho.

Pouco depois, a 5 de julho, o ministro do Ambiente disse que os últimos moradores no prédio Coutinho iriam ser processados pelos custos causados ao Estado com o adiar da desconstrução do edifício, ainda a aguardar decisão judicial.

“Estamos a fazer a conta de quanto é que está a custar à sociedade VianaPolis desde outubro de 2016. Não poderemos deixar de interpor uma ação judicial para sermos ressarcidos do custo que estamos a ter com a manutenção da sociedade VianaPolis”, afirmou João Pedro Matos Fernandes, citado pela Lusa.

A sociedade VianaPolis é detida em 60% pelo Estado e em 40% pela Câmara de Viana do Castelo.

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