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Vendas da Tesla afundam para mínimos de três anos

Aumento da concorrência, veículos a envelhecerem e o impacto negativo do ativismo político de Elon Musk pesam nas vendas da marca norte-americana.
Tesla
REUTERS/Stephen Lam
2 Abril 2025, 14h29
Em atualização

É o pior registo em três anos, desde 2022. As vendas trimestrais da Tesla caíram 13% no primeiro trimestre à boleia do aumento da concorrência, veículos a envelhecerem e o impacto negativo do ativismo político de Elon Musk.
A companhia vendeu 336.680 unidades no primeiro trimestre, abaixo das mais de 3732 mil  unidades estimadas pelos analistas. Para um pior registo é preciso recuar até ao segundo trimestre de 2022.
Elon Musk tem estado a liderar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) dos EUA, responsável por milhares de despedimentos e cortes na função pública do país. O empresário, um apoiante declarado de Donald Trump, já defendeu também a saída dos EUA da NATO e apelou ao voto na extrema-direita nas recentes eleições na Alemanha.
A chinesa BYD deverá ultrapassar a Tesla em vendas de veículos elétricos este ano, o que acontecerá pela primeira vez, segundo a “Reuters”.
Entretanto, os protestos em lojas da Tesla têm aumentado, assim como o vandalismo a esta marca.
O novo Model Y está a chegar aos mercados mundiais e pode ajudar a travar a quebra nas vendas. Mas as mudanças que têm estado a ser implementadas nas fábricas, a par do esgotar do stock do modelo antigo e o compasso de espera até ao novo modelo chegar, provocam as habituais disrupções na produção e nas vendas das marcas automóveis.
As vendas da Tesla caíram novamente em março, com as vendas em França e na Suécia a recuarem há 3 meses consecutivos.
As ações da Tesla caíram mais de 6% após a abertura de Wall Street. Depois de atingir um máximo nas semanas após a eleição de Donald Trump, a cotada já desvalorizou mais de 40%.

As vendas de automóveis pesaram mais de três quartos das receitas em 2024 e depois de um recuo nas vendas no ano passado, a primeira em mais de uma década, a companhia espera um crescimento este ano, de acordo com a “Bloomberg”.

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