Versão chinesa do TikTok processa Wechat por práticas monopolistas

Segundo a empresa, que tem sede em Pequim, a Tencent está a abusar da sua posição dominante no mercado para excluir a concorrência, o que é proibido pela legislação antimonopólio do país asiático.

O Douyin, a versão chinesa da rede social TikTok, processou a Tencent, o gigante chinês da Internet que detém a aplicação Wechat, por alegadas práticas monopolistas, informou hoje a imprensa local.

A plataforma de vídeos, propriedade da ByteDance, afirmou que a Tencent impede os utilizadores das redes sociais WeChat e QQ de compartilharem conteúdo do Douyin.

Segundo a empresa, que tem sede em Pequim, a Tencent está a abusar da sua posição dominante no mercado para excluir a concorrência, o que é proibido pela legislação antimonopólio do país asiático.

“A Tencent bloqueia os produtos do Douyin há mais de três anos, (…) e durante esse período lançou mais de dez produtos de partilha de vídeos”, disse a empresa.

Na ação, apresentada no Tribunal de Propriedade Intelectual de Pequim, o Douyin exige que a Tencent abandone estas práticas e a indemnize em 90 milhões de yuan (11,6 milhões de euros).

A Tencent anunciou que vai responder com outro processo contra a ByteDance, por considerar que a concorrente está a levantar questões “maliciosamente”.

A reclamação da Tencent exige que o Douyin pare de “recolher injustamente informações pessoais dos utilizadores do WeChat”.

As ações judiciais cruzadas ocorrem numa altura em que as autoridades chinesas estão a endurecer a regulamentação contra a concorrência desleal e práticas monopolistas na emergente indústria chinesa da Internet.

Ao fim de vários anos de permissividade, Pequim parece agora comprometida em regular e controlar um setor que cresceu muito, nos últimos anos, em parte devido à falta de regulação.

Embora o foco esteja no Alibaba, após a suspensão da entrada em bolsa da tecnológica financeira Ant Group e do início de uma investigação antimonopólio aberta pelas autoridades, a Tencent é outra das grandes empresas do setor e, em dezembro, os reguladores deixaram claro que o grupo está a ser escrutinado.

A Tencent detém 21% do Kuaishou, plataforma de vídeos curtos e principal rival do Douyin na China.

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