Vestuário português: Espanha está a comprar menos mas há mercados em crescimento

Espanha e Reino Unido apresentam as maiores quedas de exportações, enquanto Itália, Países Baixos e EUA compensam as perdas.

No final de 2018, as exportações de vestuário atingiram os 3,14 mil milhões de euros e mantiveram o ciclo de crescimento que dura há nove anos. Ainda que o mercado de vendas para Espanha esteja em queda, a diversificação dos mercados garantiu um resultado positivo para o sector do vestuário.

Ao longo do ano passado, as exportações portuguesas no setor de vestuário somou mais 1,4% comparativamente com o ano de 2017, o que proporcionou mais um ano de crescimento que se verifica desde 2010.

O mercado espanhol e o britânico registaram as maiores quebras, -4,5% e -6,1%, respetivamente, nas exportações. No entanto, o mercado italiano, holandês e norte-americano, +48,6%, +18,6% e +18,4%, por ordem, compensaram com um aumento.

César Augusto, presidente da direção da Associação Nacional das Indútrias de Vestuário e Confeção, destacou que o crescimento foi “resultado de um caminho árduo de diversificação de mercados que as empresas assumiram há alguns anos”. O presidente sublinha que apesar de se confirmar a queda de Espanha, “continua a ser o nosso principal mercado de exportação” mas que esta diminuição “foi compensada pela subida em outros mercados, nomeadamente Itália e EUA, que procuram artigos com maior valor acrescentado”.

A Áustria (-17,9%), a Alemanha (-3,6%) e a Bélgica (-2,0%) também são países que apresentam quebras. O Canadá (+116,0%) e Malta (105,8%) representam o maior aumento de exportações.

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