É verdade, parece uma obsessão do Jornal Económico: o Banco de Fomento. A explicação é mais simples: havia um espaço vago na banca nacional, um papel que a banca privada, incluindo, neste caso, a Caixa Geral de Depósitos, não poderiam desempenhar e que agora calça como uma luva na mão do Banco de Fomento de Gonçalo Regalado.

Pergunta fácil: qual o setor que mais valorizou nos últimos dez anos anos em Portugal e que não é a Inteligência Artificial? Isso mesmo: a habitação e a falta dela. Na sexta-feira, o Governo cortou a taxa do IVA para construção dos 23% para os 6%, mais um sinal da vitalidade do ministro Pinto Luz (habitação e aeroporto são as suas duas grandes tarefas). Toda a ajuda é pouca, mas agora vem uma de peso.

O BPF vai criar uma linha para as boas velhas cooperativas de habitação do antigamente que tanta casa fizeram. Aqui está uma boa decisão, que cria mais um incentivo à construção, diretamente para as pessoas.