Wall Street abre em alta após acordo sobre estímulos à economia

A Boeing continua com fortes valorizações e dispara esta quarta-feira 19,62%, para 152,59 dólares. Em causa está o facto de o presidente norte-americano ter dito que não deixaria que a empresa ficasse sem negócio por causa desta interrupção na atividade económica.

Wall Street manteve as subidas, depois de ontem ter encerrado a sessão com ganhos históricos. A bolsa de Nova Iorque arrancou as negociações desta quarta-feira (25 de março) em terreno positivo, depois de os legisladores dos Estados Unidos terem chegado a acordo em relação ao programa económico de resposta à pandemia de Covid-19.

Entre os três principais índices bolsistas, o Dow Jones – que reportou esta terça-feira o maior ganho percentual diário desde 1933 – sobe agora 1,11%, para os 20.934,57 pontos, o financeiro S&P 500 ganha 0,72%, para os 2.465,00 pontos, e o tecnológico Nasdaq cresce 0,63%, para os 7.464,46 pontos. Já o Russel 2000 valoriza 2,58%, para os 1.107,05 pontos.

A nível empresarial, volta a destacar-se a Boeing, que continua com fortes valorizações (+19,62%, para 152,59 dólares). Em causa está o facto de o presidente norte-americano ter dito que não deixaria que a empresa ficasse sem negócio por causa desta interrupção na atividade económica. “É precisa ajudá-los temporariamente”, disse Donad Trump, em entrevista à “Fox News”.

As ações da Nike sobem 6,81%, 77,30 dólares. “O mercado começa a dar a volta, ajustando-se aos timings que estimámos nos momentos mais duros”, explicam os analistas do Bankinter, numa nota de mercado.

“Apesar de todas estas notícias positivas, o facto é que o novo coronavírus continua a alastrar-se de forma exponencial. O número de casos nos Estados Unidos cresceu para quase 55 mil. Diz-se que o governo de Trump pondera adiar por 90 dias as tarifas comerciais programadas”, refere André Pires, analista da XTB.

O preço do petróleo voltou a descer. A cotação do barril de Brent está a descer 2,69%, para 26,42 dólares, enquanto a cotação do crude WTI cai 1,96%, para 23,54 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro aprecia 0,37% face ao dólar (1,0827) e a libra esterlina “valoriza” 0,66% perante a divisa dos Estados Unidos (1,1835).

“Os mercados monetários e de crédito deram sinais de normalização, comprovando que as iniciativas da Fed estão a dar frutos. Nos dias anteriores, a taxa de juro na cedência de crédito a curto prazo atingiu os níveis mais elevados desde a crise financeira, evidenciando a desconfiança dos bancos de cederem empréstimos a diversas empresas”, salientam os analistas do CaixaBank/BPI Research.

Notícia atualizada às 13h47

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