Wall Street acompanha Europa nas perdas

Depois de três sessões consecutivas de ganhos, os três principais índices da bolsa de Nova Iorque abriram esta terça-feira em terreno negativo, acompanhando as congéneres europeias.

Reuters

No dia antes da publicação das minutas da reunião de julho da Reserva Federal, a rendibilidade das “bonds” norte-americanas continuam a centrar as atenções do mercado, assim como as relações entre os EUA e a China.

Esta terça-feira, o S&P 500 perdia 0,27% para 2.915,90 pontos após o toque do sino de abertura da sessão em Nova Iorque. O tecnológico Nasdaq caía 0,17%, para 7.706.90 pontos e o industrial Dow Jones mantinha-se flat, embora recuando ligeiramente 0,03% para 26.127,32 pontos.

O desempenho desta terça-feira dos principais índices norte-americanos contrasta com o que se tinha verificado na véspera, quando foram impulsionados pelos estímulos económicos anunciados pela Alemanha e pela China, e também pelas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que considerou não haver qualquer risco de uma recessão económica e negou uma possível desestabilização da economia norte-americana.

De acordo com a “Bloomberg”, Donald Trump teve uma teleconferência com os presidentes do JP Morgan, do Bank of America e do Citigroup que tranquilizaram o presidente norte-americano sobre a situação económica dos EUA e asseguraram que o risco de uma recessão é muito baixo.

Esta quarta-feira serão publicadas as minutas da última reunião da Fed e os investidores irão estar atentos a sinais sobre o futuro do rumo da política monetária norte-americana.

Na frente empresarial, entre as empresas cotadas no Dow Jones, os títulos da Apple e da Home Depot são os únicos em alta.

Segundo a “Bloomberg”, o preço do serviço de televisão da Apple, lançado em novembro, será colocado nos 9,99 dólares por mês, o que aumentará a concorrência para a Netflix.

O CEO da Apple, Tim Cook, reuniu-se com Donald Trump na semana passada e abordou as tensões comerciais entre os EUA e a China, assim como as imposições de novas tarifas anunciadas pela administração Trump, mas que acabaram por ser adiadas até 15 de dezembro. A maioria dos produtos da Apple, como o iPhone, iPad e os Mac são fabricados na China pelo que a empresa iria ser fortemente penalizada pelas novas tarifas de 10% sobre produtos no valor 300 mil milhões de dólares.

A retalhista Home Depot está a subir mais de 4% depois de apresentar resultados, embora tenha revisto em baixa o outlook para o resto do ano, devido à queda do preço da madeira e aos impactos das possíveis tarifas que afetarão as vendas da empresa.

A Home Depot anunciou vendas superiores a 3,4 mil milhões de dólares (aproximadamente 3 mil milhões de euros) e lucros por ação de 3,17 dólares.

Nas matérias-primas, o preço do petróleo está em baixa. Em Londres, o barril de Brent, referência para a Europa, está a desvalorizar 0,95 para 59,19 dólares. Do outro lado do Atlântico, o West Texas Intermediate, referência para os EUA, cai 1,34%, para 55,39 dólares.

Ler mais

Relacionadas

Estímulos económicos na China e na Alemanha ‘dão asas’ a Wall Street

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo que não existe um risco de recessão e que não há perigo de a economia norte-americana desestabilizar.

Estímulos económicos e palavras de Trump impulsionam Wall Street

Nos EUA, Donald Trump revelou que não existe qualquer perigo de recessão para a economia norte-americana, o que está a ter um impacto positivo nos índices bolsistas
Recomendadas

‘Earnings season’ e reunião do BCE: hoje há “Mercados em Ação”, às 17h00

Acompanhe o “Mercados em Ação” no site e nas redes sociais do Jornal Económico. E reveja-o através da plataforma multimédia JE TV.

BCP e CTT levam PSI 20 ao ‘vermelho’ no fecho da sessão

Praça lisboeta fechou a sessão desta terça-feira com uma descida de 0,08% para 5.303,81 pontos, seguindo a tendência da maioria das suas congéneres europeias.

Alterações climáticas poderão provocar crise financeira mais grave do que a de 2008

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) alertou para a necessidade de os bancos centrais “mais proactivos” em preconizar esforços maiores para mitigar as consequências do aquecimento global e das alterações climáticas. “As catástrofes climáticas são mais sérias do que a maioria das crises financeiras sistémicas: podem ameaçar a  humanidade”, frisou a instituição no livro “Cisne Verde: Bancos Centrais e Estabilidade Financeira na Era das Alterações Climáticas”, do Banco de Compensações Internacionais”, que foi hoje publicado.
Comentários