Wall Street em alta com boas notícias vindas da Casa Branca e das autoridades de saúde

As ações da General Motors sobem 3,01%, para 21,93 dólares, depois de as autoridades norte-americanas terem informado que a multinacional do setor automóvel Motors vai produzir 30 mil ventiladores para o país por 489,4 milhões de dólares.

Reuters

A bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta quarta-feira (8 de abril) em terreno positivo, recuperando das perdas com que encerrou as negociações de ontem. A motivar este “rally em bear market” está sobretudo o facto de Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas, ter dito que o número de vítimas mortais do novo coronavírus nos Estados Unidos é mais baixo do que se pensava e as notícias de que a Casa Branca está a desenvolver planos relançar a economia norte-americana.

“O esforço provavelmente começaria em cidades menores de Estados que ainda não foram fortemente afetados pelo vírus. Também as notícias de que a China levantou o lockdown na cidade de Wuhan estão a trazer ânimo”, explica Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp, em research.

Entre os três principais índices bolsistas de Wall Street, o Dow Jones sobe 1,25%, para os 22.936,51 pontos, o financeiro S&P 500 ganha 1,06%, para os 2.687,72 pontos, e o tecnológico Nasdaq avança 1,11%, para os 7.974,44 pontos. Já o Russel 2000 valoriza 0,45%, para os 1.150,75 pontos.

As ações da General Motors sobem 3,01%, para 21,93 dólares, depois de as autoridades norte-americanas terem informado que a multinacional do setor automóvel Motors vai produzir 30 mil ventiladores para o país por 489,4 milhões de dólares (cerca de 450 milhões de euros) para auxiliar o país na resposta à pandemia de Covid-19.

Já a Tesla recua 0,22%, para 544,25 dólares, após ter vindo a público um email onde a empresa de Elon Musk anuncia o corte de salários a todos os seus trabalhadores.

Os analistas do Bankinter recordam que a maior referência macroeconómica de hoje é a publicação das atas da reunião da Reserva Federal (Fed) de 18 de março, mas consideram “improvável” que tragam grandes novidades. “Amanhã serão divulgados os dados semanais de desemprego nos Estados Unidos e o indicador de confiança da Universidade de Michigan. Já está descontado que serão maus dados, pelo que o pior que poderá acontecer é que tenhamos (finalmente) uma tomada de mais-valias”, referem, numa nota de mercado.

O preço do petróleo voltou a subir, estando a cotação do crude WTI a disparar 5,42%, para 24,88 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent está a subir 1,95%, para 32,49 dólares. Quanto ao mercado cambial, o euro “deprecia” 0,01% face ao dólar (1,0888) e a libra esterlina “valoriza” 0,47% perante a divisa dos Estados Unidos (1,2395).

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Na última sessão da semana o Dow Jones disparou 3%, mas o recordista foi o tecnológico Nasdaq. O ‘rally’ deveu-se aos ganhos da banca e das companhias aéreas e de cruzeiros, das mais penalizadas durante o confinamento.

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