Wall Street English: “tivemos que inovar em três semanas aquilo que teria demorado cerca de três anos”

Diogo Reis Pereira, brand manager do Wall Street English, explica ao JE como foi feita a “adaptação” à pandemia e adianta como as ferramentas e competências desenvolvidas neste período estão a criar oportunidades para ir atrás da procura.

O Wall Street English instalou-se em Portugal há um quarto de século e desde então abriu 35 centros onde se ensina-aprende a língua inglesa. Diogo Reis Pereira, brand manager do Wall Street English, fala ao Jornal Económico dos desafios colocados pela pandemia.

Como sai o Wall Street English da pandemia da Covid-19?

O nosso método de ensino sai reforçado desta pandemia. Tivemos que inovar em três semanas aquilo que, à partida, teria demorado cerca de três anos. Felizmente, fazemos parte de uma marca internacional, líder no ensino da língua inglesa, com um método de ensino exclusivo e tecnologia própria e sofisticada que nos permite continuar a investir em inovação e marketing e a ir, ativamente, atrás da procura. Durante o confinamento, por exemplo, houve um aumento das visitas ao nosso website e dos pedidos de informações sobre cursos de inglês online. Por esta altura, tivemos um aumento significativo da procura e até por parte de um segmento diferente do habitual. Na adversidade desta pandemia, tivemos que nos adaptar e com as novas ferramentas e competências que desenvolvemos, estamos a criar oportunidades para ir atrás de uma procura que, em constante mudança irá encontrar no Wall Street English o método de ensino mais completo, seguro e flexível – a escolha certa para quem quer aprender inglês em Portugal.

Fizeram ajustamentos durante o período de confinamento?

Durante a pandemia, o método de ensino mostrou ser muito vantajoso para os alunos, pois, desde que ligados à internet,  puderam continuar a realizar a vertente multimédia, a partir de casa, desde o primeiro momento. Cerca de uma semana após declarado o Estado de Emergência, lançámos a ‘Digital Classroom’: uma plataforma própria para continuarmos a realizar as aulas, agora online, com todos os materiais didáticos já incorporados e mantendo aquela que é a nossa identidade, no que diz respeito ao cumprimento da matéria e enquadramento da mesma no seguimento do curso. O “novo normal”, para nós, é gerir equipas, horários, professores ou alunos que, ora são presenciais, nos nossos centros de inglês, ora são online na nova ‘Digital Classroom’. Para os alunos, aliás, o nosso curso agora está ainda mais flexível porque até as aulas com professor podem ser realizadas online. A escolha é do aluno. Esta flexibilidade que o aluno ganha é essencial para que consigamos responder a uma realidade que está hoje em constante mudança e a um mundo que, quer queiramos quer não, mudou.

Quantos centros tem o Wall Street English em Portugal?

Há 25 anos no país, crescemos atualmente até aos 35 centros de inglês em Portugal continental e na Madeira.

No global, qual é a procura anual média?

Em Portugal, em média entre 12.000 a 15.000 alunos estudam connosco todos os anos. Anualmente, temos cerca de 175.000 pessoas que de alguma forma, mostram interesse nos nossos serviços e nos abordam no sentido de aprenderem ou melhorarem o seu inglês. A importância do inglês, que é inquestionável, a dispersão geográfica das nossas escolas e o reconhecimento da marca no mercado português ajudam-nos a captar uma grande parte da procura nacional para nós.

No atual contexto de pandemia, como está a evoluir a procura pelos vossos programas?

A dinâmica da procura por aulas de inglês mudou um pouco em algumas regiões, talvez por ainda muitas pessoas estarem em regime de teletrabalho e terem mudado as suas rotinas diárias. No entanto, se notamos que a procura desceu um pouco no centro de Lisboa, também notamos que cresceu em Aveiro, por exemplo. Ou seja, de alguma forma, existe um equilíbrio entre os centros. Noutras regiões, registou-se um aumento da procura por parte de alunos que residem longe da escola, mas que perceberam que agora se podem deslocar menos aos centros por terem a possibilidade de realizar as aulas online.

Como estão a funcionar o ensino e os centros Wall Street English neste ‘novo normal’?

As aulas de inglês do Wall Street English estão a correr muito bem. Muito devido ao nosso método de ensino único e inovador, que se adapta ao ritmo do aluno e que lhe permite estudar onde e quando quiser. Este método confere há muitos anos à marca a principal vantagem competitiva que sustenta a sua liderança em Portugal e que tem há cinco anos consecutivos a preferência dos consumidores, através da conquista do Prémio Cinco Estrelas. Ao contrário das escolas tradicionais ou das aulas que experimentámos durante o liceu, no Wall Street English utilizamos um método de ensino ‘blended’ que conjuga aulas de apenas três ou quatro alunos ao mesmo nível, em sala com o professor, com um estudo individual auxiliado de materiais didáticos e interativos variados, na nossa plataforma de estudo à qual todos os alunos têm acesso ou dos manuais digitais. Estas componentes tecnológicas fazem parte do curso de todos os alunos e garantem uma aquisição de conhecimentos mais variada, prática, ágil e onde os mesmos têm um papel ativo na sua aprendizagem. Utilizamos o conceito de ‘flipped classroom’, que permite ao aluno preparar-se  para a aula com o professor, o que lhe dá a possibilidade de ter um papel mais ativo.

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