Wall Street fecha mista em dia de novidades da Apple

Hoje a Apple foi a protagonista: Chegou o tão aguardado dia da revelação do plano de serviços e foi anunciado pela fabricante do iPhone os serviços de video-streaming e de subscrição de revistas e notícias. Para além de um cartão de crédito.

Reuters

Nos EUA as T-Bills continuam acima das yields das obrigações a 10 anos, um cenário que ocorre pela primeira vez desde 2007 e é visto como um sinal de potenciais recessões, pelo que os investidores estão cautelosos.

O Dow Jones subiu 0,06% para 25.516,8 pontos, mas os outros índices fecharam em queda. O S&P 500 caiu 0,08% para 2.798,4 pontos e o Nasdaq fechou em terreno negativo ao descer 0,07% para 7.637,5 pontos.

“Pela primeira vez desde 2007 os investidores passaram a exigir juros mais elevados para financiamento aos EUA a 3 meses do que a 10 anos. Em geral este spread negativo (yield 10 anos – yield 3 meses) é visto como um sinal de possível recessão económica, pelo que a curva atual gera preocupação, numa altura em que indicadores como os PMIs mostram arrefecimento da atividade”, descreve o analista da MTrader Ramiro Loureiro.

No plano empresarial atenções voltadas para o evento da Apple, focado na expansão do ramo de serviços, nomeadamente streaming e News.

Ao nível do serviço de streaming a Apple aposta nos filmes, jogos, e séries. A empresa transformou a Apple TV num serviço de streaming de conteúdos que vai passar a concorrer com a Netflix. A nova plataforma vai agregar conteúdos de outras produtoras como a HBO, ShowTime, Prime Video e até assinaturas de televisão a cabo no Apple TV Channels que chega em maio.

A Apple vai ainda passar conteúdos originais (programas) na sua Apple TV+. Os conteúdo originais da empresa serão disponibilizados via streaming a partir do final de setembro em mais de 100 países. Um dos exemplos é o “Morning Show”, série que tem no elenco Steve Carrell, Jennifer Aniston e Reese Witherspoon. Oprah Winfrey, uma das maiores apresentadoras dos EUA, e o diretor Steven Spielberg que também terão programas no serviço de streaming.

A Apple lançou o Apple News+, que consiste num pacote de 300 jornais e revistas por 9,99 dólares por mês (incluindo o Wall Street Journal), e que vai estar disponível para já no Estados Unidos e Canadá, mas que ainda em 2019 será lançado no Reino Unido.

A empresa também aproveitou o evento para anunciar um novo serviço dentro do sistema de pagamentos Apple Pay. O Apple Card é um cartão de crédito lançado em parceria com o banco Goldman Sachs nos EUA e a operadora Mastercard.

A reação dos investidores foi negativa com as ações da Apple a caírem 1,21%. Já a Netflix subiu em bolsa 1,45%.

Dos Estados Unidos chegam a notícia que o Procurador Geral nega conluio de Trump com Rússia durante campanha eleitoral de 2016. William Barr entregou assim a Donald Trump a maior vitória política da sua presidência, ao considerar que não houve conluio com a Rússia durante a campanha de 2016 e que não havia provas suficientes que demonstrem que obstruiu a justiça.

O petróleo está em alta. O crude WTI nos EUA ganha 0,07% para 59,08 dólares.

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