Cadete de Matos: Novo operador de telecomunicações vai ser “bom para os portugueses”

O líder do regulador das telecomunicações defende a entrada de um novo operador no mercado: “Portugal é dos países que tem preços mais elevados. Portugal precisa de aumentar a concorrência para beneficio dos utilizadores”.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) defende que a entrada de um novo operador de telecomunicações a nível nacional no mercado português vai aumentar a concorrência no setor.

Em entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios, João Cadete de Matos apontou que ainda há vários serviços em Portugal com preços muito elevados face aos restantes países da União Europeia.

“Em Portugal, um português que queira ter apenas acesso a internet na sua casa, ou que queira ter esta oferta de internet no telemóvel com grande capacidade, em alguns casos, paga o dobro do que se paga na União Europeia. Ou nem sequer tem ofertas, ou melhor se tiver oferta vão lhe dizer ‘para ter a internet vai ter que ter um conjunto de serviços muito completo’, mas em que paga para coisas que não utiliza. Há boas razoes para fazer esta mudança”, defende o presidente da Anacom em entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios.

“A única forma que temos de intervir é promovendo a concorrência. Mais um [operador] é desejável, é bom para os portugueses e é bom para o setor”, disse João Cadete de Matos.

O aumento da concorrência no setor foi defendido na entrevista por diversas vezes por Cadete de Matos.  “Portugal é dos países que tem preços mais elevados, Portugal precisa de aumentar a concorrência para beneficio dos utilizadores”.

“Nós temos informações que nos apontam que as empresas em Portugal têm sido muitíssimo mais lucrativas, algumas pertencem a grupos internacionais, têm tido um retorno bastante significativo, só que isso é com prejuízo para o país, quer para os consumidores, quer para as outras empresas. E mesmo esse retorno que têm, que é elevado, como pertencem a grupos estrangeiros, nem sequer é rendimento que fica em Portugal, é rendimento que é transferido para o estrangeiro”, declarou o líder da Anacom.

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