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CEO do Deutsche Bank prevê cortar milhares de postos de trabalho para dar lugar aos robôs

O CEO do banco, John Cryan, defende que “todos os bancos têm uma enorme quantidade de pessoas que estão a fazer as mesmas coisas” e há uma necessidade urgente de rentabilizar os serviços.
8 Novembro 2017, 13h54

O CEO do banco alemão Deutsche Bank, John Cryan, estima que a instituição financeira venha a cortar milhares de postos de trabalho, à medida que a empresa começa a olhar para os avanços tecnológicos como uma forma de reduzir custos e garantir maior eficiência. O banco prevê um corte de 39 mil funcionários em cinco anos e apela a outras empresas para que se juntem ao “espírito revolucionário da tecnologia”.

“Nós empregamos 97 mil pessoas, mas a maioria dos nossos concorrentes diretos tem mais de metade desse número”, afirmou John Cryan ao jornal ‘Financial Times’. “E é aí que tomamos a dianteira. Estamos a tornar-nos cada vez menos propensos a erros e mais eficientes. Há muita aprendizagem e mecanização das máquinas a que devíamos estar mais atentos”.

John Cryan defende que “todos os bancos têm uma enorme quantidade de pessoas que estão a fazer as mesmas coisas” e há uma necessidade urgente de rentabilizar os serviços. “Isso não é uma vantagem competitiva e uma vez que isso nos torna mais expostos a cometer erros”, afirma.

O chefe-executivo do banco alemão já anunciou um plano de reestruturação a cinco anos, onde está previsto o corte de 9 mil dos seus cerca de 100 mil colaboradores diretos e 6 mil dos 30 mil indiretos.

“A verdade é que não precisamos de tantas pessoas. Nos nossos bancos temos pessoas que se portam como robôs, com tarefas mecânicas. Amanhã teremos robôs que se comportam como pessoas”, defende.

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