‘Fileira Casa Portuguesa’ marca presença em Frankfurt para reforçar exportações

NERLEI e Aicep promovem presença de várias dezenas de empresas nacionais do setor na ‘Ambiente 2020, considerada a maior feira mundial do setor. A fileira registou um volume de negócios de 3.341 milhões de euros, exportando 2.484 milhões de euros.

A ‘Fileira Casa Portuguesa’ fechou o ano de 2018 com um volume de negócios de 3.341 milhões de euros (ainda não há dados referentes a 2019), e tem uma componente fortemente exportadora, tendo atingido nesse ano um montante de 2.484 milhões de euros, o que representou cerca de 4,32% das exportações de portuguesas de bens.

Esta fileira já envolve cerca de 7.500 empresas em Portugal, com cerca de 61 mil funcionários, sendo os segmentos mais representativos o mobiliário (46,2%) e o têxtil-lar (30,2%).

Para promover a internacionalização da fileira, a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria , organizou, em conjunto com a Aicep, a participação conjunta portuguesa na edição deste ano da feira ‘Ambiente 2020’, que decorre de hoje, dia 7 de fevereiro, até ao próximo dia 11, e é considerada a maior feira internacional de artigos para a casa e decoração de interiores.

Em 2020 e, após 20 anos a organizar a ida das empresas portuguesas à feira, a Nerlei, em parceria com a aicep Portugal Global, organiza, pela primeira vez um ‘stand’ com produtos de todas as empresas portuguesas presentes na feira (aquelas que apoia diretamente e aquelas que não apoia diretamente). No entanto, existem portuguesas desta fileira que já vão à feira há mais de 20 anos.

O ‘stand’ inaugurado hoje, dia 8 de fevereiro, tem a curadoria do ‘designer’ portuense Miguel Costa Cabral, e tem um conceito subjacente à recriação de diversos ambientes de uma casa – cozinha, sala de estar e sala de jantar – que serão decoradas com peças de empresas presentes na edição deste ano da feira.

O ‘stand’, com uma área de 112 metros quadrados, servirá de montra para os produtos de todas as empresas nacionais presentes na edição deste ano da Ambiente 2020 e vai agregar “empresas de todo o país, de todos os setores da fileira ‘Casa Portuguesa’ e com todas as dimensões, desde micro a pequenas e médias empresas de renome nacional.

Segundo João Dias, administrador da Aicep, “o momento é a prova de que fileira ‘Casa Portuguesa’ se tem integrado nas indústrias criativas, inovadoras e de ‘lifestyle’, o que tem contribuído para o seu reposicionamento e destaque internacionais”.

“Atualmente, as empresas portuguesas apresentam-se nos mercados internacionais com produtos de grande qualidade e soluções flexíveis e versáteis”, garante este responsável.

Para perceber os desafios e oportunidades desta fileira, o Jornal Económico teve uma entrevista exclusiva com Sónia Calado, da direção da NERLEI na feira Ambiente 2020.

 

Quais são as empresas portuguesas presentes neste certame Ambiente 2020?

Na Feira Ambiente 2020, irão expor mais de 80 empresas portuguesas, sendo que a NERLEI apoia diretamente 60. No evento, estarão presentes novas empresas, mas também empresas que já participam há muitos anos no certame. Vamos ter desde empresas de micro dimensão, até empresas de renome nacional e reconhecimento internacional. A tipologia de produtos e abordagem a mercados externos é também ela bastante diversificada, entre elas.

Quais os objetivos da NERLEI com a presença na ‘Ambiente 2020’?

Na edição de 2020, a NERLEI apoia diretamente 60 empresas, mais três do que na edição anterior, o que representa, aproximadamente, 70% do total de empresas portuguesas expositoras. Este ano, com o stand ‘Made in Portugal Naturally’, a NERLEI, com a parceria da Aicep, demonstra a capacidade de agregar e mobilizar as restantes empresas portuguesas presentes na feira, não apenas aquelas que apoia diretamente através do seu projeto cofinanciado pelo Portugal 2020.

A experiência e ‘know-how’ obtidos em 20 anos de organização de empresas nesta feira aporta às empresas portuguesas presentes, e, às futuras que queiram participar, um apoio único por agregar empresas de todo o país, de todos os setores da ‘Fileira Casa’ e com todas as dimensões, desde micro a pequenas e médias empresas de renome nacional.

Quais são os produtos nacionais que vão ser promovidos na ‘Ambiente 2020’?

Os produtos que estarão em exposição são muito variados e incluem, por exemplo, cerâmica decorativa e utilitária, cutelarias, vidro, utilidades domésticas em plástico, artigos em estanho, têxtil-lar, produtos de ‘design’, velas, artigos em cortiça, entre outros.

As indústrias da ‘Fileira Casa Portuguesa’ assentam num núcleo de atividades e setores tradicionais, com o conhecimento e experiência de décadas, o que lhes confere grande maturidade e competência aos níveis técnico e produtivo.

Qual o volume de negócios desta fileira industrial em Portugal, número de empregados e qual a sua evolução nos últimos anos?

A ‘Fileira Casa Portuguesa’ apresentou, em 2018, um volume de negócios de 3.341 milhões de euros, sendo que os vários setores pertencentes à ‘Fileira Casa Portuguesa’ são representados por mais de 7.500 empresas, que empregam diretamente mais de 61.000 pessoas.

Quais as perspetivas de desenvolvimento desta fileira para 2020 e anos seguintes?

A ‘Fileira Casa Portuguesa’ tem-se valorizado pela integração de conceitos inovadoras, ‘lifestyle’ e criativos, o que tem contribuído para o seu reposicionamento e destaque internacional.

Este projeto da NERLEI, com a parceria da Aicep Portugal Global, tal como muitos outros tem como objetivo desenvolver e reforçar as capacidades das PME (Pequenas e Médias Empresas) no domínio da internacionalização, contribuindo para o aumento da capacidade exportadora e da visibilidade internacional das empresas nacionais.

Eventos como este são importantes numa ótica de dar a conhecer ao mundo o que de melhor se faz em Portugal. Para além disso, é prova do momento bastante positivo que a ‘Fileira Casa’ atravessa, tendo como reflexo o peso destes setores nas exportações portuguesas.

Qual a componente exportadora desta fileira e como tem sido a sua evolução nos últimos anos?

A ‘Fileira Casa Portuguesa’ tem-se apresentado, nos últimos anos, como um dos setores exportadores mais ativos da economia portuguesa, exportando para mais de 180 países, com um volume de negócios superior a 2.484 milhões de euros, o que representa 4,3% das exportações portuguesas de bens.

Quais são os principais mercados de exportação e quais os nichos desta fileira com maiores desenvolvimentos?

Em 2018, os principais mercados de exportação da ‘Fileira Casa Portuguesa’ foram o francês, o espanhol, o americano, o britânico e o alemão. Os oito principais mercados representam mais de 75% das exportações; sendo seis destes oito países membros da União Europeia.

Os setores mais representativos da capacidade exportadora da ‘Fileira Casa’ são o mobiliário e o têxtil-lar, que representam 46,2% e 30,2% respetivamente. Todavia, os setores das utilidades domésticas (+ 8,2%) e da cerâmica decorativa e utilitária (+ 11,3%) tiveram um grande incremento em 2018, pelo que estes números são o reflexo da afirmação dos produtos portugueses nos mercados internacionais.

Que perspetivas de desenvolvimento das exportações desta fileira para 2020 e anos seguintes?

As perspetivas são boas. Quer porque as empresas portuguesas se apresentam nos mercados internacionais com produtos que têm uma excelente relação qualidade-preço-inovação e soluções flexíveis e versáteis. Quer porque a participação nesta feira, uma referência mundial para toda a fileira, vai continuar a ser uma excelente oportunidade para demonstrar a componente mais sofisticada e inovadora da ‘Fileira Casa’ junto dos mercados internacionais. A NERLEI já tem garantido apoio, do Portugal 2020, para a próxima edição da ‘Ambiente’ em 2021.

 

 

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