Portugal pagou o juro mais baixo de sempre para emitir dívida a 10 anos. Entre os títulos benchmark e a cinco anos, o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública colocou 1.250 milhões de euros, tendo conseguido o montante máximo indicativo.
“As duas emissões correram melhor do que o esperado, quer em termos de taxa, quer quanto à procura”, afirmou Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa.
Na maturidade mais longa, o Tesouro conseguiu uma taxa de 1,670%, em mínimos históricos, para emitir 483 milhões de euros. O valor compara com 1,778% pagos no último leilão de dívida com o mesmo prazo, em março, e com os 1,710% das yields das Obrigações em mercado secundário.
Já nas OT a cinco anos, a taxa foi de 0,529% para emitir 724 milhões de euros. Ficou esta também abaixo dos 0,577%, da emissão realizada no início deste ano, com uma maturidade semelhante.
“As taxas foram mais baixas do que estávamos à espera: não só foram mais baixas do que as dos últimos leilões comparáveis como foram até inferiores àquilo que o mercado secundário está a fazer. No caso da dívida a 10 anos, baixámos 10 basis points (0,1%) desde a última operação”, explicou Silva.
“A procura também subiu. O país conseguir financiar-se a longo prazo com as taxas mais baixas de sempre é o melhor que se pode esperar”, acrescentou o diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa.
A procura por Obrigações com maturidade a 17 de outubro de 2028 superou a oferta 2,28 vezes, enquanto no último leilão comparável tinha sido 1,70. Nas OT com prazo em 25 de outubro de 2023, a procura ficou 2,79 vezes acima da oferta, em comparação com 3,63 vezes no último leilão.
[Notícia atualizada às 11h00]
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