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Moody’s atribui Ratings de Risco de Contraparte a seis grupos bancários portugueses

Como resultado, dos CRRs atribuídos aos seis grupos, os CRRs de quatro grupos bancários (CGD, BCP, Novo Banco e BPI) são três notches mais altos do que seus respectivos BCAs ajustados e os CRRs de dois grupos bancários (BST e CEMG) são dois graus (notches) superiores.
9 Junho 2018, 20h37

A Moody’s Investors Service atribuiu esta semana Ratings de Risco de Contraparte a seis grupos bancários portugueses: Caixa Geral de Depositos, (CGD), Banco Comercial Português (BCP), Novo Banco, Banco Santander Totta (BST), Banco BPI (BPI) e Caixa Económica Montepio Geral (CEMG).

Counterparty é a outra parte que participa de uma transação financeira.

Os Ratings de Risco de Contraparte da Moody’s (CRR) são opiniões sobre a capacidade das instituições de honrar a parte não-garantida  dos passivos financeiros que não são dívida (passivos de CRR).

Estes ratings também refletem as perdas financeiras esperadas no caso de tais responsabilidades não serem cumpridas.

Os passivos CRR são obrigações financeiras entre instituições que não decorrem de contratos de financiamento ( podem por exemplo decorrer de liquidação de transações ou de contratos de derivados)

Geralmente dizem respeito a transações com partes não-relacionadas. Exemplos de passivos de CRR são a parte não coberta de dívidas oriundas de operações com derivativos e dos passivos decorrentes de contratos de venda e recompra, não garantidos.
Os produtos de investimento financeiro, como ações, opções, títulos e derivativos, acarretam risco de contraparte.

Os CRRs não são utilizáveis em compromissos com vista à obtenção de financiamento, ou outras obrigações associadas a covered bonds, letras de crédito, garantias, e a  compromissos decorrentes da atividade de “servicer and trustee”.

A Moody’s inicia com a Avaliação de Crédito de Base (BCA) ajustada dos bancos, e usa a abordagem avançada existente de perda-contra-falha (LGF – Loss-Given-Failure) da agência. Isso leva em conta o nível de subordinação aos passivos CRR no balanço dos bancos e assume um volume nominal de tais passivos. Além disso, quando aplicável, a Moody’s incorpora a probabilidade moderada de apoio do Governo para os passivos do CRR.

Como resultado, dos CRRs atribuídos aos seis grupos, os CRRs de quatro grupos bancários (CGD, BCP, Novo Banco e BPI) são três notches mais altos do que seus respectivos BCAs ajustados e os CRRs de dois grupos bancários (BST e CEMG) são dois graus  (notches) superiores.

Em todos os casos, estes ratings (CRRs) atribuídos pela Moody´s são iguais ou superiores aos
ratings de dívida sénior dos bancos. Isso reflete a visão da Moody’s de que as contrapartes dos bancos normalmente beneficiam de maiores proteções do que a dívida sénior em caso de insolvência ou de resolução ao abrigo do regime de resolução bancária

A Moody’s acredita que, em muitos casos, os reguladores usarão o seu poder para permitir que um banco em resolução continue a honrar os seus passivos de CRR (contraparte) ou que o banco transfira esses passivos para outra parte que os honrará

Também porque o regulador normalmente procurar preservar grande parte das operações do banco como uma empresa em funcionamento, a fim de maximizar o valor do banco na resolução, estabilizar o banco rapidamente e evitar o contágio dentro do sistema bancário, diz a Moody´s

 

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