Uma frente de alta pressão invulgarmente forte está a varrer o ar quente para o extremo leste da Rússia através do mar de Bering e até ao mar de Chukchi, estendendo-se para o norte, no Ártico, levando a um aumento da temperatura.
Uma das cidades afetadas pelas temperaturas invulgarmente altas é a pequena comunidade russa de Omolon, que esta semana registou um recorde histórico de altas temperaturas em Janeiro, atingindo os 3 graus Celsius.
Nesta cidade, a temperatura média diária para esta época do ano é de menos 32 graus Celsius, segundo dados da Meteo France.
How often do you see a high temperature anywhere that's 64°F above normal?? Omolon, Russia, smashed its all-time Jan. record with Monday's high of 3°C (38.4°F). Average daily high this time of year in Omolon is -32°C (-25.6°F). https://t.co/Gn7nO8MYwJ
— Bob Henson (@bhensonweather) January 29, 2018
Omolon fica a 870 quilómetros de Oymyakon, aquela que é considerada a cidade mais fria do mundo, e onde as temperaturas mergulharam para menos de 60 graus negativos no início de Janeiro. Aqui, as temperaturas também subiram em força, aumentando cerca de 37 graus em apenas duas semanas.
As alterações climáticas de responsabilidade humana, causadas pelos gases com efeito de estufa, já provocaram a subida da temperatura média da superfície terrestre em 1ºC desde a era pré-industrial. No Ártico, porém, o ritmo do aquecimento tem sido o dobro da média.
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