Este Sábado, o Sporting Clube de Portugal vai viver um dos dias mais importantes da sua história com as eleições para os órgãos sociais a dividirem os ‘leões’ em torno das seis candidaturas que chegaram até dia 8 de setembro. O pós-Bruno de Carvalho, período que se iniciou com a primeira destituição de um presidente na história do clube leonino, promete poucos momentos de paz e grandes desafios ao próximo dono da ‘cadeira do poder’ em Alvalade.
A campanha eleitoral do Sporting, que começou com sete candidaturas e terminou com meia dúzia devido à desistência de Pedro Madeira Rodrigues, teve nas necessidades financeiras um tema central e quase unânime entre candidatos. Frequentemente, e por quase todas as candidaturas, foi apontada a necessidade da entrada quase imediata de pelo menos 120 milhões de euros, divididos entre: 60 milhões de euros para colmatar défice de tesouraria, 30 milhões de euros referentes ao empréstimo obrigacionista (adiado para novembro de 2018) e cerca de 32 milhões de euros para pagar à banca até ao final do ano. Nesse sentido, quase todos os candidatos mostraram a intenção e a necessidade da entrada imediata de verbas para equilibrar as contas da SAD.
Outro tema consensual entre os candidatos à liderança dos ‘leões’ passou pelo compromisso em manter os destinos da SAD. Perante o ‘fantasma’ da entrada de investidores com interesse em adquirir capital da Sporting SAD, as seis candidaturas mostraram-se irredutíveis nesta questão: manter a maioria é fundamental.
Se ao nível dos títulos, sobretudo no futebol, todos concordaram que será essencial que o Sporting CP chegue a um título nacional num futuro próximo, não se pode dizer que a aposta nas modalidades seja um tema que reúna unanimidade. Alguns candidatos mostraram vontade manter o investimento nas modalidades (que têm trazido títulos ao Sporting CP) mas com uma adequação do mesmo à realidade financeira do clube, algo que poderá, eventualmente, diminuir a capacidade competitiva dos desportos outrora denominados de amadores.
Longe das necessidades financeiras e desportivas do Sporting, parte do debate prendeu-se com quem integrou direções e outros órgãos sociais no clube no passado e candidatos a clamar por uma oportunidade para levar o clube ao sucesso. Assim, a argumentação entre ‘novos’ e ‘velhos’ descambou muitas vezes num conflito geracional, que pode refletir-se nos resultados deste fim-de-semana.
João Benedito
O ex-guarda-redes de futsal do Sporting chegou a setembro a discutir as intenções de voto com Frederico Varandas
José Maria Ricciardi
O banqueiro foi um dos candidatos mais ativos durante a campanha e discutiu argumentos com João Benedito e Frederico Varandas
Frederico Varandas
O antigo diretor-clínico do clube foi o primeiro a apresentar-se ao ‘combate’. É o candidato mais novo e, de acordo com as sondagens, um dos favoritos à vitória final.
Rui Jorge Rego
Apresentou Roberto Carlos como grande trunfo para o futebol e um modelo de gestão para o Sporting que valeu alguns elogios.
Dias Ferreira
O reconhecido adepto e ex-dirigente sportinguista foi o candidato mais crítico da Comissão de Gestão que levou o clube até às eleições.
Fernando Tavares Pereira
O empresário do centro do país quis unir os sportinguistas e defendeu a independência do Sporting CP da banca
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