Figura imponente, fisicamente e no sentido figurado, Cara Antoine é um exemplo internacional de luta pelo empoderamento das mulheres na tecnologia e na ciência. Apesar da carreira de 30 anos e do currículo sonante como ex-executiva da Microsoft e agora vice-presidente executiva e diretora de Inovação na Capgemini, foi a vida pessoal – ou os obstáculos nesse percurso – que lhe deram a necessidade e o ímpeto para fazer mais pelos outros e pelas empresas, enquanto assessora.
Cara Antoine é presidente do movimento global Women in Tech nos Países Baixos e uma das diretoras do think-tank G100, que reúne uma centena de mulheres comprometidas com a conscientização dos governos para a igualdade de género. Em entrevista ao Jornal Económico (JE), à margem de uma conferência em Lisboa ainda maioritariamente repleta de homens engravatados, defende que é o “poder da colaboração”, que faz a verdadeira diferença. É preciso fazer parcerias e incluir vozes diferentes nos debates, um modelo que tanto se aplica a organizações sem fins lucrativos como a multinacionais de sucesso.
“O desafio que temos é lembrarmo-nos de que não podemos fazer tudo sozinhos. Trabalhar em equipa e olhar para o ecossistema de forma mais ampla gera resultados melhores. É essa a fórmula mágica. A [consultora] Capgemini, enquanto empresa, também deve fazer parcerias. Faz literalmente parte do nosso próprio posicionamento e desta jornada de passagem de fornecedora de serviços de TI para parceira de transformação de negócios”, compara a gestora neerlandesa.
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