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Ucrânia: PM britânico convidou mais de uma dezena de líderes para cimeira em Londres

“O primeiro-ministro [britânico, Keir Starmer] utilizará a cimeira para fazer avançar a ação europeia na Ucrânia, demonstrando o nosso inabalável apoio coletivo para alcançar uma paz justa e um acordo duradouro que garantam a soberania e a segurança futura da Ucrânia”, afirmou o gabinete de Starmer.
Neil Hall/EPA
28 Fevereiro 2025, 11h18

O primeiro-ministro britânico convidou mais de uma dezena de líderes europeus para uma cimeira no domingo, em Londres, para promover ações em relação à Ucrânia e à sua segurança, declarou, esta sexta-feira, o seu gabinete.

“O primeiro-ministro [britânico, Keir Starmer] utilizará a cimeira para fazer avançar a ação europeia na Ucrânia, demonstrando o nosso inabalável apoio coletivo para alcançar uma paz justa e um acordo duradouro que garantam a soberania e a segurança futura da Ucrânia”, afirmou o gabinete de Starmer.

No domingo de manhã, após uma reunião telefónica com os líderes dos países bálticos, o primeiro-ministro britânico receberá o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Em seguida, no período da tarde, Starmer vai reunir-se com líderes de vários países europeus, incluindo França, Alemanha, Dinamarca, Itália e Turquia, bem como da NATO, numa cimeira convocada para acontecer em Londres.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, bem como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também vão estar presentes.

Starmer vai encontrar-se separadamente com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em Downing Street, sede do Governo britânico, antes do início da cimeira.

De acordo com o seu gabinete, a reunião dará continuidade às negociações de Paris promovidas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, no início deste mês e vai centrar-se no “fortalecimento da posição da Ucrânia hoje, incluindo o apoio militar contínuo e o aumento da pressão económica sobre a Rússia”.

Os participantes na reunião voltarão a enfatizar a necessidade de um “acordo forte e duradouro que proporcione uma paz permanente” e discutirão “os próximos passos no planeamento de fortes garantias de segurança”.

Ao reiterar que a Ucrânia deve fazer parte de quaisquer negociações para colocar um fim à guerra de três anos com a Rússia, Starmer reconhecerá também “a necessidade de a Europa desempenhar o seu papel na defesa e mobilizar-se em prol da segurança coletiva”.

Na reunião de quinta-feira na Casa Branca, Trump adotou um tom mais moderado nas conversações sobre uma possível trégua, mas recusou-se a assumir compromissos firmes sobre as garantias de segurança dos Estados Unidos que a Europa deseja.

Trump, que alarmou as capitais europeias com a sua súbita aproximação à Rússia, disse que houve “muitos progressos” no sentido de um acordo para o fim ao conflito na Ucrânia e que as negociações estavam numa fase crucial.

A viagem de Starmer a Washington, que acontece poucos dias depois de uma visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, aos Estados Unidos, reflete a crescente preocupação sentida por grande parte da Europa de que a pressão agressiva de Trump para encontrar um fim para a guerra sinaliza a sua vontade de ceder demasiado a Putin.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022.

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