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Banca europeia tomba na bolsa com tarifas a colocarem pressão nos juros do BCE

As tarifas dos EUA forçam BCE e Fed a descer os juros. Resultado: os bancos estão a cair na bolsa porque as receitas de margem financeira vão ser afetadas com as descidas dos juros. O Stoxx Banks, índice da banca europeia, cai mais de 9%. Por cá, o BCP afunda 9,35% para 0,49 euros.
Reuters
4 Abril 2025, 11h40

“Os investidores perceberam que o Banco Central Europeu (BCE) tenderá a reduzir mais as taxas de juros diretoras para fazer face ao menor crescimento económico que enfrenta a zona euro, o que prejudicará a rentabilidade do sector bancário”, explicam os analistas do Bankinter, citados pelo El Economista.

Para além do BCP também a Fed é esperado acelerar ao calendário da descida dos juros, indo ao encontro da vontade sempre manifestada pelo presidente Donald Trump. O mercado já prevê três cortes da Fed este ano.

O Stoxx Banks, índice da banca europeia, cai nesta altura 9.38%. Por cá, o BCP afunda 9,35% para 0,49 euros.

Em Espanha o impacto é aparatoso. O Sabadell perde 12,44%, enquanto o resto dos bancos  (Santander, CaixaBank, BBVA, Unicaja e Bankinter) perdem cerca de 10%. O banco liderado por Ana Botín cai 9,66%, o BBVA desvaloriza 10,41%, o Bankinter (9,29%, o CaixaBank tomba 9,59% e o Unicaja quase 11,04%.

Em Itália o Intesa Sanpaolo tomba mais de 9% e o UniCredit afunda mais de 11%.

Um pouco por toda a Europa a banca está com quedas significativas nos mercados.

O Deutsche Bank recua 11,24% e o Commerzbank desce 6,54%.

No Reino Unido, o Barclays Bank desvaloriza 9,78% e em França o Société Générale cai 12,17%, enquanto o BNP Paribas recua 8,40%.

O holandês ABN Amro cai 8,23% e na Grécia, por exemplo, o Alpha Bank recua 5,42%. Já na Irlanda o AIB recua 10,35%. Ao passo que o nórdico Nordea desce 7,18%. O Danske Bank recua 9,62%.

Por outro lado, as yields mais baixas dos títulos soberanos das principais economias reflectem um receio de uma recessão global, mas ajudam os Estados Unidos que têm de refinanciar dívida já este trimestre. Os Estados Unidos possuem 7 triliões de dólares de emissões de dívida que precisam de ser pagas nos próximos cinco meses.  Atualmente, a dívida pública americana já ultrapassa os 36 triliões de dólares.

Os Estados Unidos impuseram tarifas no designado “Dia da Libertação” na quarta-feira, aos seus parceiros comerciais. Entre elas, a introdução de tarifas recíprocas contra todos os países do mundo, a tarifa de 25% sobre todos os automóveis estrangeiros e tarifas pesadas de 34% sobre a China e 20% sobre a UE.

Agora deverão iniciar-se negociações com os parceiros comerciais para reduzir as tarifas reciprocas.

(atualizada com as cotações às 12h45)

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