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Agosto com renováveis a assegurarem 54,2% da eletricidade e consumo de gás natural a subir 16,8%

Em agosto, as energias renováveis abasteceram 54,2% do consumo de eletricidade, as não renováveis 17,3% e o saldo importador foi 28,5%. Quanto ao gás natural, agosto de 2025 registou um forte aumento do consumo de gás natural – 16,8% face ao mês homólogo – com a Nigéria a manter a liderança no fornecimento.
2 Setembro 2025, 18h27

O mês de agosto ficou marcado pela produção moderada de eletricidade renovável e pelo elevado saldo importador, tendo o consumo de eletricidade aumentado 3,4% face ao mês homólogo, segundo dados da Adene – Agência para a Energia.

Em agosto, as energias renováveis abasteceram 54,2% do consumo de eletricidade, as não renováveis 17,3% e o saldo importador foi 28,5%.

Segundo a REN, a produção renovável teve a seguinte repartição: eólica 18,9%, solar fotovoltaico 16,7%, hídrica 12,7%, e a biomassa 5,9%.

A Adene diz que “comparando com agosto de 2024, a produção total de eletricidade renovável aumentou em cerca de 3%, resultado do aumento do solar fotovoltaico (+12,7%) e da hídrica (11,5%); no mesmo período, registaram-se quedas produção eólica (-4,5%) e na produção por via da biomassa (-10,9%)”.

A produção de eletricidade por fontes não renováveis (essencialmente gás natural) aumentou em cerca de 88,2% face a agosto de 2024. Apesar do elevado saldo importador registado, foi inferior em cerca de 16,7% face ao mês homólogo.

Quanto ao gás natural, agosto de 2025 registou um forte aumento do consumo de gás natural – 16,8% face ao mês homólogo – com a Nigéria a manter a liderança no fornecimento.

O mercado elétrico, que corresponde ao gás natural consumido nas centrais de ciclo combinado para a produção de eletricidade representou 38,5%, e os restantes 61,5%, destinados ao mercado convencional.

O gás natural para o mercado elétrico aumentou 158% e o destinado ao mercado convencional diminuiu 12,9%, quando comparados com agosto de 2024.

No que respeita ao fornecimento de gás natural, a Nigéria manteve a liderança quer comparada ao mês anterior quer ao mês homólogo, com uma quota de mercado de 50,8%, seguindo-se os EUA (48,1%) e as interligações com Espanha (1,1%).


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