O mercado foi apanhado de surpresa. Pois contra todas as expectativas de que o BBVA conseguiria adesão de entre 30% e 40% na Oferta Pública de Aquisição sobre o Sabadell e iria avançar para uma segunda oferta em dinheiro, o banco liderado por Carlos Torres falhou o objetivo ao só ter conseguido adesão de 25,47% do capital do Sabadell.
O Banco Sabadell atingiu assim o objetivo de se manter independente, que tem vindo a defender firmemente nos últimos 17 meses.
Em concreto, a oferta do BBVA foi aceite por pouco mais de 1,2 milhões de ações, representando 25,33% das ações e 25,47% dos direitos de voto, considerando as ações próprias. Consequentemente, a oferta pública cai, “dado que o limite mínimo estabelecido pelo proponente para a sua validade não foi atingido”, refere o documento enviado pela CNMV.
A decisão dos acionistas do Sabadell deixa o presidente do BBVA, Carlos Torres, numa posição desfavorável. O banqueiro lançou esta operação em maio de 2024, após a administração do Sabadell ter rejeitado a sua proposta de fusão por duas vezes, uma em 2020 e outra nesse mesmo ano.
A transação visava criar um dos grupos financeiros mais poderosos da Europa, com uma sólida presença internacional e uma posição consolidada no mercado espanhol de PME e banca de retalho. No entanto, a resistência do conselho de administração do Sabadell, que descreveu a oferta como “insuficiente”, e o cepticismo dos seus accionistas acabaram por frustrar os planos do BBVA.
No mundo financeiro, este resultado é interpretado como um revés para Carlos Torres Vila, presidente do BBVA, que apoiou fortemente a aquisição do banco catalão para acelerar o seu crescimento orgânico e fortalecer o seu negócio doméstico.
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