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Livro: “Três Mundos”

Nete livro, Avi Shlaim, Professor em Oxford e uma voz muito crítica da atuação de Israel na Palestina, narra a história da sua família e rompe com as ideias preconcebidas sobre os judeus orientais e a sua integração nas sociedades árabes.
© Dan Williams
17 Outubro 2025, 16h39

 

 

Em julho de 1950, com apenas cinco anos, Avi Shlaim e a família foram forçados ao exílio, fugindo da sua amada Bagdade para o novo Estado de Israel.

Assim se apresenta um dos mais interessantes livros de memórias editados em Portugal nos últimos anos, uma obra fascinante sobre a vida num contexto particularmente complexo, que devemos à Livros Zigurate, com tradução de Paulo Faria.

A criação do Estado de Israel – que provocou, por um lado, antissemitismo e, por outro, o cerrar das fileiras sionistas –, fez com que a vida da comunidade judaica do Iraque, que chegou a ter mais de 130 mil membros, se complicasse sobremaneira, obrigando à saída do país. Muitos partiram para a “Terra Prometida”, onde lhes fizeram sentir as diferenças entre asquenazes (maioritariamente oriundos da Europa Central) e sefarditas.

Em “Três Mundos”, Shlaim, que, entretanto, se tornou Professor na Universidade de Oxford e uma voz muito crítica da atuação de Israel na Palestina, narra a história da sua família (e, naturalmente, a da comunidade judaica), rompendo com as ideias preconcebidas sobre estes judeus orientais e a sua integração nas sociedades árabes, assim como os problemas de assimilação naquela que deveria ser a sua pátria final, um dos poucos estados confessionais que ainda subsistem.

O autor estudou História em Cambridge e Economia na London School of Economics. É membro emérito do St. Antonys College e professor emérito de Relações Internacionais na Universidade de Oxford. Em 2006, foi eleito membro da Academia Britânica.


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