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Setor da construção civil voltou a estabilizar na Europa e tende a crescer até 2028

As perspetivas a médio prazo são otimistas, mas a recuperação total continua dependente da estabilidade económica.
8 Novembro 2025, 13h44

A construção na Europa prepara-se para voltar a um crescimento mais sólido a médio prazo, a partir do próximo ano e até 2028, tirando partido da crescente estabilidade no setor, depois de um período de recessão prolongada. Neste momento, alguns dos principais mercados já registam uma atividade em crescendo. Estas são algumas das conclusões do novo estudo da Bain & Company – “Building Blocks Construction Indicator”.

Um crescimento ainda mais forte no resiliente setor de infraestruturas em grande parte da Europa deverá juntar-se a um renascimento de novos projetos de construção residencial, após anos de atividade moderada, e a um maior crescimento na construção de edifícios de escritórios, impulsionando a recuperação prevista na construção europeia, conclui a análise da Bain.

Esta recuperação será impulsionada pelos cortes nas taxas de juro avançados pelo Banco Central Europeu no ano passado, que provocam agora um aumento nas despesas com renovações por parte das famílias, bem como um maior investimento de capital por parte dos agentes comerciais e industriais.

Paralelamente, os anos de retração na procura por novas construções residenciais também começam a impulsionar novas atividades de construção, enquanto o crescimento da infraestrutura pública é impulsionado pelo fim dos recentes ciclos eleitorais europeus.

“Após alguns anos difíceis, o mercado de construção na Europa vai regressar ao crescimento entre 2025 e 2028, com um ímpeto inicial já visível em vários países”, afirmou Álvaro Pires, sócio da Bain & Company. “Infraestruturas resilientes, um renascimento na construção de novos edifícios residenciais e uma força seletiva em projetos de escritórios vão impulsionar a recuperação, ajudados pelos cortes nas taxas do BCE, pela procura reprimida de habitação e por agendas mais claras dos programas públicos.”

 


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