O Polo Norte é o umbigo do mundo. Para Heródoto, era o lugar que “possuía as coisas que nós pensamos serem as mais belas e raras”.
Apesar de a história da Humanidade estar cheia de descobertas, viagens de circum-navegação e outros feitos extraordinários, foi só em 1895 que exploradores atingiram a latitude mais setentrional: 86º13,6’ N. A proeza deve-se aos noruegueses Fridtjof Nansen e Hjalmar Johansen, que largaram o navio que os transportava (o hoje mítico Fram, que pode ser visitado em Oslo, que faria ainda mais duas viagens: a um arquipélago a Oeste da Gronelândia e, sob o comando de Roald Amundsen, à Antártida, em 1910-1912) e seguiram viagem com 28 cães, três trenós e dois caiaques. O apelo já vinha muito de trás, ou não fossem a curiosidade e a busca de fama duas características muito humanas, mas, até então, o Ártico arriscava-se a ser apenas um imenso cemitério de exploradores.

Em “Polo Norte”, Erling Kagge, narra a história da perseguição do sonho de atingir esta região remota e inóspita, onde há um único nascer do sol por ano (durando o dia seis meses) e um único pôr do sol (a que se seguem seis longos meses de escuridão), sonho esse que o próprio concretizou já por duas vezes; a primeira em 1990 e a segunda em 2023. Nestes mais de 30 anos, muito mudou e o fascínio deu lugar à exploração das riquezas naturais e à abertura de novas rotas ao comércio marítimo.
O livro foi agora editado pela Quetzal, com tradução de Miguel de Castro Henriques.
Eis a sugestão de leitura desta semana da livraria Palavra de Viajante.
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