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Alemanha: Índice Ifo cai em dezembro para mínimos de sete meses

A queda do indicador deveu-se exclusivamente à deterioração das expectativas de curto prazo, enquanto a avaliação da situação atual alemã manteve-se inalterada.
epa12566341 German Chancellor Friedrich Merz looks on during a meeting of the cabinet at the Chancellery in Berlin, Germany, 03 December 2025. EPA/CLEMENS BILAN
17 Dezembro 2025, 11h23

Mais um sinal de estagnação na Alemanha. O índice Ifo caiu de forma inesperada em dezembro, tocando mínimos de maio numa altura em que se perspetiva mais um ano sem crescimento na maior economia europeia.

O índice de clima de negócios caiu de 88 pontos em novembro (um resultado já revisto em baixa) para 87,6 pontos, contrariando a expectativa do mercado de uma ligeira subida até 88,2 pontos. Apesar da queda e dos mínimos de sete meses, o indicador permanece acima dos valores registados no início do ano, quando chegou a 85,1.

A deterioração do índice resultou exclusivamente da perceção mais negativa dos inquiridos sobre as expectativas de curto prazo, cujo subindicador caiu de 90,6 pontos para 89,7. Já no que respeita à situação atual, a leitura manteve-se igual à do mês anterior, com 85,6.

Este é mais um indício de que a maior economia alemã e, até agora, o motor industrial europeu, arrisca fortemente mais um ano de estagnação económica, prolongando a maior recessão desde a II Guerra. Desde o final de 2022, apenas dois trimestres registaram crescimento positivo.

O país encontra-se em crise após anos de desinvestimento e um modelo assente em exportações que parece ter falhado dado o fim da energia barata vinda da Rússia e a concorrência crescente da China. Para os analistas do ING, “esta performance terrível tem um ponto positivo: pelo final do ano, já toda a gente parece ter percebido que os problemas alemães não são só uma combinação fatal de circunstâncias infelizes, mas sim o resultado de anos de desinvestimento, uma falta de reformas estruturais e o surgimento da China como rival no sistema de exportações”.

Ainda assim, as medidas orçamentais do governo de Friedrich Merz irão ter um impacto positivo e ajudarão o país a sair da crise – irá é “levar um bocado”, segundo o ING.


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