Mais um sinal de estagnação na Alemanha. O índice Ifo caiu de forma inesperada em dezembro, tocando mínimos de maio numa altura em que se perspetiva mais um ano sem crescimento na maior economia europeia.
O índice de clima de negócios caiu de 88 pontos em novembro (um resultado já revisto em baixa) para 87,6 pontos, contrariando a expectativa do mercado de uma ligeira subida até 88,2 pontos. Apesar da queda e dos mínimos de sete meses, o indicador permanece acima dos valores registados no início do ano, quando chegou a 85,1.
A deterioração do índice resultou exclusivamente da perceção mais negativa dos inquiridos sobre as expectativas de curto prazo, cujo subindicador caiu de 90,6 pontos para 89,7. Já no que respeita à situação atual, a leitura manteve-se igual à do mês anterior, com 85,6.
Este é mais um indício de que a maior economia alemã e, até agora, o motor industrial europeu, arrisca fortemente mais um ano de estagnação económica, prolongando a maior recessão desde a II Guerra. Desde o final de 2022, apenas dois trimestres registaram crescimento positivo.
O país encontra-se em crise após anos de desinvestimento e um modelo assente em exportações que parece ter falhado dado o fim da energia barata vinda da Rússia e a concorrência crescente da China. Para os analistas do ING, “esta performance terrível tem um ponto positivo: pelo final do ano, já toda a gente parece ter percebido que os problemas alemães não são só uma combinação fatal de circunstâncias infelizes, mas sim o resultado de anos de desinvestimento, uma falta de reformas estruturais e o surgimento da China como rival no sistema de exportações”.
Ainda assim, as medidas orçamentais do governo de Friedrich Merz irão ter um impacto positivo e ajudarão o país a sair da crise – irá é “levar um bocado”, segundo o ING.
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