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TAP. Governo espera propostas não-vinculativas até 2 de abril

Operações de handling e de catering ficam de fora da privatização e serão vendidas à parte. Já o reduto TAP no aeroporto de Lisboa e o imobilário, o executivo ainda está a analisar o seu futuro.
© Cristina Bernardo
19 Dezembro 2025, 10h47

O Governo disse hoje que espera ter as propostas não-vinculativas para a TAP ainda no primeiro trimestre de 2026.

“No primeiro trimestre de 2026, teremos as propostas não vinculativas”, disse hoje o ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz em conferência de imprensa no Entroncamento.

O ministro explicou que a segunda etapa arranca a 2 de janeiro com o envio dos convites aos três candidatos na corrida – Air France-KLM, Lufthansa e IAG. Nesta fase, “será disponibilizada informação sobre a TAP, para preparação das propostas não vinculativas”.

Depois, serão “celebrados acordos de confidencialidade com os proponentes”, com as propostas não-vinculativas a terem de ser entregues até ao dia 2 de abril, dia em que terminam os 90 dias após o arranque desta fase.

Na próxima fase, já é exigido mais dos candidatos: plano industrial, visão estratégica, plano para as rotas, “salvaguarda de ligações, riscos regulatórios, direitos e valorização dos trabalhadores, “manter a marca e sede em Portugal, sinergias, “respeito pela legislação” no direito da concorrência, condicionantes da operação, governo societário ou acordo parasocial, explicou o ministro.

Miguel Pinto Luz destacou que, apesar de o Governo ter decidido alienar uma participação minoritária (49,9%),”os três maiores grupos europeus vieram a jogo” o que demonstra a “saúde económico-financeira da companhia”.

O ministro explicou que as operações de handling e de catering ficam de fora da privatização e que serão vendidas à parte, com as receitas a reverter para os cofres públicos. Já o reduto da TAP no Humberto Delgado também fica de fora do processo de privatização, com a tutela na “fase final” da sua análise a este dossier.

 


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