Terminada a maratona de 28 debates televisivos, os candidatos às Presidenciais entram no novo ano com os motores da campanha já a rolar. E até ao dia 18 (ou melhor, até ao dia 17, considerando o período de reflexão) estarão a todo o vapor rumo a Belém, uns procurando apelar ao voto útil, outros a tentar combatê-lo. Até lá, terão esta quarta-feira um pouco de ‘normalidade’ na noite de passagem de ano. Por onde andarão? Com quem estarão?
António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, estará na sua casa nas Caldas da Rainha, na companhia da família e amigos. As passas terão presença obrigatória, claro. Saúde e paz para todos estão no topo dos seus desejos. “Que 2026 seja o ano de um novo futuro para Portugal, com menos sofrimento e menos dificuldades para os portugueses e vida melhor para todos”, frisa o candidato ao Jornal Económico.
Quem também mantém a tradição das 12 passas é André Ventura, o presidente do Chega. Vai passar o fim de ano com a família e deseja “muito sucesso para Portugal” no próximo ano. Na despedida de 2025, o candidato comunista, António Filipe, estará na companhia dos filhos, e o seu grande desejo é do mais simples mas o mais valioso: “saúde para todos”.
Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, vai despedir-se de 2025 e dar as boas-vindas a 2026 em Granada, Espanha, na casa da sua companheira. “Será um reveillon tranquilo, em família. Aproveito sempre esta altura do ano para uma pausa e para poder estar – estar plenamente – com a família”, diz ao JE. Jorge Pinto, o candidato mais novo nestas eleições, não se rende à tradição espanhola de comer uvas nas doze badaladas; levará as passas consigo. Quando estiver a brindar ao novo ano, os seus desejos serão “simples mas ambiciosos” – “que o novo ano seja melhor que o anterior”.
Catarina Martins passará a noite em casa de amigos, em Lisboa, num encontro que repete anualmente há mais de 20 anos, onde também não faltarão as tradicionais passas. É uma das amigas quem as prepara para cada um dos elementos do grupo. Os desejos da antiga coordenadora do BE para 2026 “são os mesmos de toda a gente”: “Paz, trabalho decente, salários e pensões dignas, casa, saúde e escola para todos, tempo para os nossos.”
No próximo dia 18 de janeiro, 10.967.369 eleitores serão chamados a votar para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República desde 2016. Desde 1976, Portugal realizou 12 eleições presidenciais, incluindo as duas voltas de 1986, que agora, tudo aponta, voltará a acontecer.
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