Num contexto de mercado em constante mudança e marcado pela incerteza, as marcas enfrentarão uma pressão crescente para comunicar de forma clara e consistente os seus valores, decisões estratégicas e compromissos, com especial relevância junto dos públicos mais jovens e informados.
“À medida que os serviços financeiros continuam a evoluir, também as expectativas do público evoluem. Hoje, a reputação é moldada, não apenas pelo que os bancos entregam, mas também pela consistência com que demonstram confiança, responsabilidade e relevância em todos os canais onde os públicos interagem com eles”, dizem Orla Graham, Insights Consultant, e Joana Machado Marketing Insights Analyst, as autoras do estudo Benchmark de Reputação, que acompanham a evolução da reputação das principais empresas em diversos setores.
Durante o período de análise, os bancos portugueses apresentaram níveis de reputação relativamente próximos, com destaque para o Santander Totta, que liderou com uma pontuação de reputação de 43, seguido pela CGD e o Novobanco, ambos com 42.
O Millennium BCP apresentou uma pontuação de 41 e o BPI de 40. O pilar Performance destacou-se positivamente, com a pontuação mais elevada no panorama geral, alcançando na CGD 52 pontos. O pilar Visão destacou-se em termos de média geral. O pilar Produtos & Serviços, também marcou demonstrou valores altos, com a CGD e o BPI a atingirem 50 pontos, refletindo a valorização da oferta, da experiência e da fiabilidade dos serviços.
A cultura e conduta foram os pilares mais frágeis, com pontuações entre 25 e 41, e a sustentabilidade apresentou valores muito similares, revelando que os compromissos ambientais e sociais ainda não são plenamente reconhecidos.
Os dados mostram ainda que os bancos portugueses estão a consolidar a sua reputação através de uma oferta sólida e práticas éticas consistentes. Mas há ainda um caminho a percorrer na área da sustentabilidade, sendo exigida mais clareza e ações concretas.
A notoriedade dos bancos portugueses é elevada: A CGD lidera com 85%, seguida do BCP (79%) e do Santander Totta(78%). O Novobanco e o BPI apresentam valores mais baixos, mas significativos. No entanto, os níveis de exposição são mais reduzidos, com médias entre 18% e 30%. Isto mostra que, apesar de conhecidos, os bancos não estão a conseguir manter presença positiva e consistente nos canais de comunicação.
Esta diferença entre notoriedade e exposição revela a necessidade de reforçar narrativas claras e centradas no cliente, transformando reconhecimento em confiança.
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