[weglot_switcher]

STEC rejeitou a proposta de aumento médio salarial da CGD de 1,8%

O processo negocial entre as duas partes vai agora iniciar-se. O STEC diz que “privilegiará, como sempre, um diálogo sério, construtivo e responsável, alertando desde já todos os sócios para a importância de se manterem informados e acompanharem atentamente o processo negocial”.
13 Janeiro 2026, 17h19

Em resposta à proposta de aumento salarial apresentada pelo STEC para 2026, a Administração da CGD contrapôs um aumento médio de apenas 1,8%, excluindo as diuturnidades e o abono de falhas, e recusando todas as alterações propostas pelo STEC ao Acordo de Empresa, o que o sindicato dos trabalhadores da Caixa considerou “é inaceitável”.

Recorde-se que o STEC apresentou uma proposta de revisão salarial de 5,79%, com um aumento mínimo de 79,00 euros acompanhada de melhorias nas cláusulas de expressão pecuniária e no clausulado do Acordo de Empresa, com o objetivo de valorizar todos os trabalhadores, melhorar as condições laborais, combater a desmotivação e contribuir para um melhor clima social na empresa.

“A proposta da CGD é claramente insuficiente e inaceitável! Um aumento de apenas 1,8% não cobre a inflação registada em 2025 (2,3%), nem repõe o poder de compra perdido ao longo dos últimos anos. As diuturnidades ficam incompreensivelmente congeladas, enquanto a Administração privilegia prémios — aos quais o STEC não se opõe, desde que sejam atingíveis e transparentes — e promoções discricionárias, em detrimento de uma atualização salarial universal”, sublinha o sindicato.

O STEC diz que a justificação conjuntural apresentada é inconsistente”, pois, “apesar de alegar limitações externas, a CGD registou lucros recorde nos últimos anos, mostrando que existe margem para um aumento justo”.

“Como a própria administração reconhece na sua mensagem de Ano Novo, os resultados que temos obtido não são obra do acaso mas sim resultado do empenho e profissionalismo dos trabalhadores. Uma proposta de aumento salarial de apenas 1,8% revela, por isso, incoerência e até demagogia”, acrescenta o sindicato.

O STEC rejeita a proposta apresentada pela CGD e reafirma a necessidade de “uma revisão salarial justa, digna e economicamente sustentada, bem como de melhorias efetivas no Acordo de Empresa”.

O processo negocial entre as duas partes vai agora iniciar-se. O STEC diz que “privilegiará, como sempre, um diálogo sério, construtivo e responsável, alertando desde já todos os sócios para a importância de se manterem informados e acompanharem atentamente o processo negocial”.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.