Luís Marques Mendes assumiu toda a responsabilidade pela derrota nas eleições presidenciais realizadas este domingo, 18 de janeiro, e declarou que não vai apoiar nenhum dos candidatos que passam à segunda volta: António José Seguro e André Ventura.
“A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha”, afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP.
Às 21h45, com 96,47% dos votos contados, Marques Mendes ocupava a quinta posição entre os candidatos mais votados, com 11,86%. Já nas sondagens à boca das urnas divulgadas pelas televisões de sinal aberto, o candidato surgia no quinto lugar.
Na sede de campanha, Mendes leu uma curta intervenção, agradecendo aos eleitores que foram votar, com a maior afluência em 20 anos, e aos que contribuíram para tornar a sua candidatura uma realidade.
Na primeira fila a ouvi-lo estavam Rui Moreira, ex-presidente da Câmara do Porto, e Carlos Moedas, atual edil de Lisboa. Também o presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
Luís Marques Mendes assumiu toda a responsabilidade pela derrota e não fez qualquer endosso para a segunda volta das presidenciais, entre António José Seguro e André Ventura, que se realizará a 8 de fevereiro.
“Não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato, que é a única posição que tenho aqui hoje, não sou dono dos votos que em mim foram depositados”, afirmou. “Cada um dos que votaram em mim decidirá na altura própria de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência”, reforçou.
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