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Crise na habitação obriga famílias diferentes a dividir a mesma casa

Há cada vez mais famílias a dividir casa em Portugal. As rendas por metro quadrado aumentaram 4,9% em dezembro de 2025 face ao mesmo mês de 2024 e registaram uma variação média anual de 5,3% no conjunto do ano passado, segundo o INE.

Alojamentos vagos para venda ou arrendamento não são suficientes para dar resposta ao aumento da procura, diz BdP

Maria Teixeira Alves 16 Jan 2026
No período 2021–2024, em cerca de metade dos municípios portugueses, localizados maioritariamente no litoral, o aumento da procura por residências habituais, dado pela variação das famílias residentes, foi superior ao da oferta de alojamentos familiares. Este diferencial foi acomodado por uma redução do número de alojamentos vagos ou de residências secundárias.

Casal precisa de 53% do rendimento para pagar um T2, revela observatório do Doutor Finanças

Redação 13 Jan 2026
Em janeiro de 2026, o preço médio nacional de venda da habitação fixou-se nos 3.670 euros por metro quadrado, com Lisboa a liderar como o distrito mais caro (5.776 euros/m²), seguido do distrito de Faro (4.776 euros/m²) e da Região Autónoma da Madeira (4.363 euros/m²).
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Rendas das casas subiram 5,3% em 2025

Em termos mensais, o valor médio das rendas de habitação por metro quadrado registou uma variação de 0,2%, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à do mês anterior.

Descida do IVA na construção? “Não acredito que tenha impacto imediato no mercado”, diz especialista em imobiliário da Porto Business School

Em entrevista ao Jornal Económico, Bento Aires considera que “enquanto houver falta de habitação, a definição de preços será ditada pelas leis da oferta e da procura”, assumindo que preferia ver uma medida que direcionasse o crédito final dos 17% (diferença dos 23% para 6%) para o proprietário, a ser usado para pagar o IMT, o IMI, a água, a eletricidade ou até mesmo o próprio IRS.
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Pacote de habitação. “Medidas incapazes de travar a espiral em crescendo da crise em Portugal”, aponta Associação de Inquilinos Lisbonenses

Em comunicado, a associação considera que “se continua a não regular, registar e fiscalizar o mercado de arrendamento, permitindo a informalidade (contratos não manifestados na AT e sem pagarem impostos), a clandestinidade, a insegurança, a selvajaria, a especulação e a irresponsabilidade que grassam no mercado”.
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