O especialista em planeamento Regional da Universidade Nova de Lisboa não está otimista sobre o futuro do mercado da habitação. Pede mais agilidade aos municípios nos licenciamentos necessários e critica o sucessivo aumento dos preços das casas.
Patrícia Gonçalves Costa considera que esta problemática atingiu um “expoente máximo de visibilidade” e agravou-se devido ao fluxo de imigração para Portugal. A aposta principal passa por trazer para o mercado de arrendamento casas que se encontram num parque habitacional que atualmente está devoluto. “Os números apontam para cerca de 900 mil casas. Diria que 350 mil estariam em condições para ingressar no mercado de arrendamento”, refere.
Entre 2023 e 2026, a Câmara de Lisboa investiu 1,1 milhões de euros na fase preparatória do 1.ª Habitação Lisboa. Já selecionou 11 localizações, mas as construções ainda não arrancaram.
A conferência “O Choque na Habitação”, vai reunir decisores políticos, especialistas do setor imobiliário, economistas, investidores para analisar as causas da crise habitacional e discutir soluções concretas para o futuro.
“Os proprietários têm um certo trauma do congelamento das rendas, de quando os inquilinos resolvem não as pagar rendas e ficam com a casa o tempo que quiserem”, refere em declarações ao JE, Pedro Lancastre, CEO da Dils.