100 jovens madeirenses aceitam desafio do Prémio Internacional Duque de Edimburgo

Neste momento o Prémio Internacional Duque de Edimburgo, que em Portugal é denominado Prémio Infante D.Henrique, só existe no Funchal mas a expetativa é que se estenda aos restantes concelhos da Região brevemente.

São cerca de 100 jovens, distribuídos por estabelecimentos como a APEL, Escola Superior de Enfermagem S.José de Cluny, Criamar e Colégio D. Henrique, que estão envolvidos com o Prémio Internacional Duque de Edimburgo. A expetativa é que esta iniciativa se estenda a todos os concelhos da madeira muito brevemente.

Esta iniciativa em Portugal intitula-se Prémio Infante D.Henrique e já se realizava há 29 anos. A Madeira acolhe este projeto chegou à Madeira em 2010. A nível nacional são cerca de 2500 jovens que aceitam o desafio proposto, num programa voluntário e não competitivo, que cria oportunidades para jovens entre os 14 e os 24 anos de desenvolverem capacidades físicas, de prestação de serviço, e de experimentar aventuras de modo a enfrentarem os desafios que vão enfrentar na sua vida.

O Prémio Internacional Duque de Edimburgo chega a mais de 140 países e envolve 1,3 milhões de participantes. Depois de completarem uma série de desafios são atribuídos três níveis de reconhecimento: bronze, prata, ouro.

O secretário geral do The Duke of Edinburgh’s International Award Foundation, John May, em declarações ao Económico Madeira, explica que o projeto apesar de ser internacional dá a possibilidade de se “trabalhar ao nível das macro-comunidades”.

O foco do prémio nos jovens é explicado por “a adolescência é um tempo em que se descobre quem somos”, diz John May referindo que esta faixa da população encontra-se numa fase de “procura da identidade”.

Este prémio tem tido impacto na vida daqueles que aceitam embarcam nesta jornada. John May refere como exemplo alguém que vivia nas ruas da Índia e que ajudava a carregar a bagagens na estação de Deli. Entre as atividades do programa “puseram-lhe uma câmara fotográfica nas mãos”. O resultado foi “fotografias mágicas e impressionantes”. Essa pessoa era Vicky Yoy que John May diz ser “um dos fotógrafos mais celebrados do mundo” que vive em Nova Iorque e tem as suas fotografias na National Geographic.

A iniciativa foi trazida para Portugal por Dom Duarte Duque de Bragança que salienta ao Económico Madeira que este prémio é “um modelo simples” que tem a intenção de “desenvolver o caráter dos jovens” e que a iniciativa tem como um dos objectivos mostrar se ” se é capaz de fazer o trabalho”.

Dom Duarte Duque de Bragança salientou que esta iniciativa traz uma mais valia para o currículo porque “internacionalmente sabe-se que o jovem que fez o prémio é capaz de fazer o trabalho com persistência e dedicação”.

O presidente da direção do prémio Infante D.Henrique, Miguel Horta e Costa sente que a iniciativa tem tido um “impacto positivo” e com uma “intensidade crescente”. O prémio vem preencher uma lacuna ao “complementar a educação tradicional com uma formação na área dos valores no sentido de formar o carácter dos jovens”, reforça.

Esta iniciativa desenvolve valores como refere Miguel Horta e Costa como “a confiança, a liderança , a competitividade consigo próprio, o espírito de trabalhar em equipa, e a determinação”, um conjunto de características indispensáveis para “preparar o jovem para uma carreira de sucesso perante os desafios que a sociedade lhe põe”, acrescenta.

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