5G. É “realista” Portugal ter duas cidades com a tecnologia em 2020, diz secretário de Estado das Comunicações

“O mais importante é saber o que é que acontece nessa cidade de diferente a partir do momento em que tem a rede 5G, esse é que é o desafio, não apenas das cidades, mas das empresas”, salientou.

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O secretário de Estado Adjunto e das Comunicações afirmou hoje que “é realista” Portugal ter duas cidades com tecnologia 5G ainda este ano, mas defendeu que o mais importante “é saber o que acontece nessa cidade de diferente”.

Alberto Souto de Miranda falava aos jornalistas no fim da inauguração das novas máquinas de tratamento de correio dos CTT em Cabo Ruivo, em Lisboa.

“Acho que é realista termos duas cidades cobertas com 5G, é uma questão de implantação da rede no terreno”, afirmou o governante, quando questionado sobre a quinta geração móvel.

No entanto, “isso acrescenta pouco”, embora seja “um marco”, porque ao “fazermos isso estamos a cumprir o calendário europeu de termos uma cidade, pelo menos, coberta com 5G”, prosseguiu.

“O mais importante é saber o que é que acontece nessa cidade de diferente a partir do momento em que tem a rede 5G, esse é que é o desafio, não apenas das cidades, mas das empresas”, salientou.

O governante referia-se às potencialidades da tecnologia em várias áreas, desde a condução autónoma, às consultas médicas a partir de casa, à gestão das próprias cidades.

“Essa criatividade, essa inovação é absolutamente fundamental para que o 5G seja diferente. Porque se não vamos ter um telemóvel mais caro, para o ‘gaming‘ é importante, mas não introduz grande mudança na nossa qualidade de vida”, acrescentou.

Alberto Souto de Miranda sublinhou que o 5G não é uma tecnologia “‘one shot‘”, que no dia em que a rede chega e é instalada passa a funcionar na sua plenitude.

Numa primeira fase, o 5G será um 4G melhorado, com mais velocidade apenas, depois nas fases seguintes é que revelará a sua faceta mais diferenciadora, com a baixa latência – essencial para os veículos autónomos ou cirurgias à distância, por exemplo – e conectividade múltipla.

“Quando essas duas vertentes técnicas estiveram no terreno vamos notar a diferença”, considerou, salientando que o que é preciso é que “se desenvolvam aplicações adaptadas às necessidades das empresas”.

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