821 milhões de pessoas passam fome no mundo

Caso não sejam feitos ainda mais esforços, mais ou menos cinquenta países poderão não erradicar a fome até ao ano de 2030, revela estudo.

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Índice Global da Fome 2018 (GHI, em inglês), tornado público esta quinta-feira, dia 11 de outubro, revelou que 821 milhões de pessoas, atualmente, estão a passar fome e que apesar de todos os progressos feitos até hoje, caso não sejam feitos ainda mais esforços, mais ou menos cinquenta países poderão não erradicar a fome até ao ano de 2030.

O relatório indica que o flagelo da fome caiu 28% a nível global desde o início do século e a mortalidade infantil, de crianças com menos de cinco anos, diminuiu para metade exatamente no mesmo período, no entanto alerta que há ainda níveis muito graves de fome no mundo.

O relatório, que é elaborado anualmente pela organização não-governamental (ONG) alemã Welthungerhilfe e a irlandesa Concern Worldlife, assim como pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI), dos Estados Unidos, escreve que alerta que 45 dos 117 países incluídos no índice têm níveis “graves” de fome e outros seis – Chade, Haiti, Madagáscar, Serra Leoa, Iémen e Zâmbia – têm níveis “muito graves”.

Países como Burundi, República Democrática do Congo, Eritreia, Líbia, Somália, Sudão do Sul e na Síria revelam ter uma situação de fome e de desnutrição é “preocupante”.  Ainda assim, o relatório refere países nas regiões mais afetadas pela fome, como é o caso do Gabão, do Gana, das Maurícias, do Senegal, da África do Sul e do Sri Lanka, que conseguiram atingir níveis “moderados”.

“Os confrontos bélicos, os conflitos e as consequências das alterações climáticas geram fuga, deslocados e fome. Precisamos de soluções políticas duradouras para os conflitos no mundo para alcançar a erradicação da fome uma vez por todas”, alertou a presidente da Welthungerhilfe, Bärbel Dieckmann, sublinhando ainda que a situação é mais grave no sul da Ásia e na África subsariana.

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