AHRESP acusa banca de colocar entraves ao crédito à restauração

Queixa da AHRESP sobre a posição da banca já seguiu também para o Presidente da Republica e para o primeiro-ministro.

Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP – Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal revela em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios que a banca está a impor valores de spread acima do que é exigido por lei, a exigir garantias bancarias pessoais e patrimoniais, que o governo já disse que não são devidas bem como a ultrapassar todos os prazos de resposta.

Esta dirigente da Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal garante que a associação escreveu a todos os bancos a queixar-se do que está a suceder e só obteve resposta de uma instituição, com a indicação de que estava a cumprir todas as regras. A queixa da AHRESP sobre a posição da banca já seguiu também para o Presidente da Republica e para o primeiro-ministro.

Quanto aos apoios dados pelo governo, Ana Jacinto realça na mesma entrevista que os mesmos são “curtos”, que a resposta tem de ser “mais robusta” e que o tempo para isso acontecer está a chegar ao fim porque, se até ao final do mês não houver novo pacote de medidas para apoiar o sector, muitos estabelecimentos terão mesmo de fechar. A AHRESP apresentou um pacote de 11 medidas ao governo. Independentemente das decisões que venham a ser tomadas Ana Jacinto considera que neste momento, para a  manutenção dos postos de trabalho, é fundamental uma injeção de capital a fundo perdido nas empresas.

Sobre o lay-off, Ana Jacinto adianta que continuam a existir empresas que ainda não receberam os pagamentos do lay-off simplificado porque a segurança social quando deteta falhas processuais não comunica com o candidato. A secretária-geral da AHRESP defende a continuidade da medida, seja de que forma for, para garantir a sobrevivência da restauração.

Quanto à descida do IVA para a restauração, Ana Jacinto lembra que no passado a medida permitiu contratar mais pessoas e agora ajudará a manter quem está empregado. Sobre o balanço da reabertura, a secretária-geral da AHRESP diz que foi tímido e adianta que se não houver mais medidas no final do mês, muitas empresas vão optar por voltar a fechar as portas.

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