“A Constituição não é uma vaca sagrada”, afirma presidente do Governo da Madeira

O presidente do executivo madeirense disse que a “Constituição tem de ser instrumental, tem de estar ao serviço da democracia, do nosso sistema político e da sociedade”, criticando o argumento que aponta para a inconstitucionalidade do adiamento das eleições.

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, reafirmou que as eleições presidenciais deviam ter sido adiadas, face ao estado de emergência no país, e sublinhou que a Constituição da República não é uma “vaca sagrada”.

“A Constituição tem de ser instrumental, tem de estar ao serviço da democracia, do nosso sistema político e da sociedade”, disse, criticando o argumento que aponta para a inconstitucionalidade do adiamento das eleições.

E reforçou: “A constituição não é uma vaca sagrada para se exibir. É algo que tem de estar ao serviço da sociedade em que vivemos”.

Miguel Albuquerque, que falava à margem de uma visita ao Serviço de Proteção Civil da Madeira, no Funchal, onde procedeu à entrega de 11 viaturas ao corpo da Polícia Florestal, disse que a abstenção nas presidenciais, no próximo domingo, deverá ser elevada, prejudicando o “potencial candidato reeleito” Marcelo Rebelo de Sousa.

“A realização de eleições com estes condicionalismos é muito difícil”, disse o presidente do executivo PSD/CDS-PP, que é também líder da estrutura regional social-democrata, lembrando que os números associados à covid-19 não param de subir ao nível nacional, havendo hoje registo de 219 mortes e 14.647 novos casos de infeção com o novo coronavírus.

“Há muita gente que não vai votar, acho eu, muitos não podem votar, por exemplo, aqueles que estão infetados, alguns idosos não vão querer arriscar e eu penso que a abstenção será muito elevada e isso vem enfraquecer, do meu ponto de vista, o candidato que vai ser eleito, que, ‘a priori’, será Marcelo Rebelo de Sousa”, declarou.

Às eleições presidenciais de 24 de janeiro concorrem o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, a ex-eurodeputada do PS Ana Gomes, o deputado único e presidente do Chega, André Ventura, a deputada ao Parlamento Europeu e membro da direção BE, Marisa Matias, o eurodeputado e dirigente da cúpula do PCP, João Ferreira, o dirigente da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o ex-autarca Vitorino Silva (“Tino de Rans”), agora presidente do RIR (Reagir, Incluir, Reciclar).

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