O presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Pedro Calado, frisou que o apuramento de responsabilidades pela situação financeira da Câmara, nomeadamente, a dívida oculta, avaliada em 33 milhões de euros, será feito sem “vinganças”, mas que não vai “deixar a culpa morrer solteira”, destacando os condicionamentos que esta situação traz à governação do município.
O autarca falava durante mais uma edição das Jornadas Municipais do Grupo Municipal do Funchal Sempre à Frente na Assembleia do Funchal, que decorreu esta quarta-feira, no Centro de Estudos de História do Atlântico, e que teve como tema principal a sustentabilidade financeira da Câmara do Funchal.
Pedro Calado sublinhou que “apesar da gravidade da situação, fomos eleitos para governar e encontrar soluções” para os problemas. Nesse sentido, exemplificou várias situações em que foram encontradas estas soluções, tais como o caso da ciclovia, o reforço dos apoios financeiros na área da cultura, que também irá acontecer no desporto e em outras áreas.
O autarca fez ainda questão de agradecer o “profissionalismo” e o “afinco” demonstrados pelo Departamento Financeiro da autarquia, que permitiram à equipa do Funchal Sempre à Frente ter o Orçamento Municipal pronto e aprovado em dezembro.
Na abertura, o líder do Grupo Municipal do Funchal Sempre à Frente, na Assembleia Municipal, João Paulo Gomes, destacou a importância desta nova edição das Jornadas Municipais por reforçarem o compromisso que foi assumido de “credibilidade” e “trabalho”, mas também de “proximidade” com os munícipes do Funchal.
João Paulo Gomes apontou que são estas iniciativas, em contacto com a população, que permitem, posteriormente, levar as “preocupações” dos munícipes, quer à Assembleia Municipal, quer à Câmara Municipal do Funchal, já que, no seu entender, “as pessoas têm de sentir que a Assembleia Municipal vai além do debate político-partidário”.
Sobre a situação financeira da CMF e no seguimento da recente apresentação, em Reunião de Câmara, mais concretamente a 13 de abril, do relatório da prestação de contas de 2021, que será um dos pontos da próxima Assembleia Municipal, João Paulo Gomes destacou que a anterior vereação prometera “transparência” que acabou por ser um “embuste”.
De qualquer modo, afirmou que é possível, governando “com rigor”, que a equipa do Funchal Sempre à Frente, na CMF, mantenha os seus compromissos de menos carga fiscal, mais investimento público e mais apoios sociais.
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