A elite de Davos continua a enriquecer

David Rubenstein duplicou a sua fortuna desde 2009. Jamie Dimon mais do que triplicou o património. E Stephen Schwarzman aumentou a sua riqueza seis vezes na última década.

David Rubenstein, fundador do grupo Carlyle, e que também tem um programa na Bloomberg TV e viu a sua fortuna duplicar na última época: é dono de 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros) e transformou o ‘private equity’ num dos maiores do mundo, com 222 mil milhões de dólares (200 mil milhões euros) sob gestão e 33 escritórios ao redor do mundo.

Jamie Dimon, que está de regresso a Davos como CEO do JP Morgan Chase, pertence à lista dos mais ricos do mundo, com uma património de 1,7 mil milhões de dólares (1,5  mil milhões de euros). Já Stephen Schwarzman transformou a Blackstone na maior gestora ativos do planeta: gere 457 mil milhões de dólares (412 mil milhões de euros) contra 95 mil milhões (85 mil milhões de euros) no final de 2008.

O fórum – intitulado Globalização 4.0 – deverá acolher três mil pessoas este ano. George Soros vai organizar um jantar no qual será orador e Dimon vai dar uma “cocktail party”. Bill Gates voltará a estar presente. “A crise financeira foi aquele tipo de eventos que sacode as coisas. Mas os que a causaram asseguraram-se que as perdas que daí vieram fossem socializadas”, disse Anand Giridharadas, autor do livro ‘Winner Takes All: The Elite Charade of Changing the World’, à agência Bloomberg.

De acordo com uma análise da agência norte-americana, a ação dos bancos centrais no combate à crise – com taxas de juro em mínimos históricos e programas de compras de ativos – apoiou o aumento da fortuna dos mais ricos, porque impulsionou o valor das empresas cotadas.

Participar no Fórum dos poderosos tem um preço elevado. Numa edição anterior uma empresa de capital de risco gastou perto de 600 mil euros para “manter os investidores felizes” durante 72 horas, contou a imprensa internacional. O custo pode compensar às centenas de líderes de empresas que ali estarão. Segundo alguns veteranos do Fórum, como o empresário Martin Sorrell (CEO e fundador da WPP, uma multinacional inglesa de publicidade e relações públicas, recordista ao participar em quase 40 edições) ou o milionário indiano Rahul Bajaj, acreditam que esta pequena localidade helvética é o sítio ideal para chegar longe na vida.

Entre a lista de conselhos para os participantes encontram-se os seguintes: “Há muitos momentos em que lhe custa a acreditar que conheceu mesmo alguém que sempre quis”. “Não encha a agenda com encontros. Perde a interacção e o ambiente”; “Há clientes, media, empresários e governantes, fechados num único local.”

Jatos privados e Greta Thunberg

Os organizadores do Fórum Económico Mundial em Davos (Suíça), que este ano se dedica ao tema da sustentabilidade, contestaram os dados divulgados sobre o tráfego recorde de jatos privados durante a corrente edição do evento.

A empresa Air Charter Service (ACS) estimou a ocorrência de 1.500 movimentos de jatos privados em quatro aeroportos durante o fórum internacional. “Do ponto de vista ecológico, fretar um jato privado para chegar a Davos é a pior opção”, disse a entidade privada que organiza o Fórum Económico Mundial, num blogue citado pelas agências internacionais.

Além dos milionários e de líderes políticos como Donald Trump, a ativista Greta Thunberg também estará presente e já participou na cidade suíça de Lausanne numa manifestação na defesa do clima. Na marcha estiveram cerca de 15 mil pessoas, segundo números dos organizadores. Até agora não é público se Greta Thunberg vai participar com ativistas suíços numa marcha de três dias ligando a vila suíça de Landquart a Davos, nos Alpes suíços. As duas localidades estão separadas por 40 quilómetros, mas as autoridades só autorizaram os dois primeiros dias de marcha, entre Landquart e Klosters, e não a etapa final até Davos. Os jovens anunciaram que vão prosseguir a marcha, passando por caminhos alternativos.

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