PremiumA guerra do Tik Tok

O Tik Tok, que Bill Gates resiste em comprar, é o mais recente problema entre as duas potências. Inscreve-se na lógica da campanha para a reeleição de Donald Trump, mas é mais que isso: revela a falência do Ocidente na corrida tecnológica com a China.

A mais recente guerrilha entre os Estados Unidos e a China, a propósito da eventual utilização para fins de espionagem da rede social Tik Tok, esconde o essencial do que está em causa e serve para desviar as atenções do verdadeiro problema: a falência da investigação e desenvolvimento norte-americana, nomeadamente no que tem a ver com a tecnologia 5G. A teoria, que não é aceite por todos os analistas, conta-se em poucas palavras: a tecnologia digital esteve sempre nas mãos de empresas norte-americanas, desde logo porque ninguém esteve interessado, numa primeira fase, em fazer-lhe concorrência.

A Europa, única geografia que podia concorrer com os Estados Unidos nesta matéria, há muito que se demitiu da questão: a desindustrialização do espaço comum obrigaria a que a investigação estivesse sempre dependente de fornecedores externos e os Estados Unidos fazem há décadas uma espécie de política de terra queimada em termos de cérebros: os europeus mais aptos são sistematicamente convidados a irem fazer investigação para instituições norte-americanas, que dão muito mais currículo – e supostamente pagam melhor.

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