A nova economia é digital

A economia digital é hoje reconhecida por agregar todos os fatores da economia que exploram a mudança tecnológica, mudança essa que leva à transformação dos mercados, dos modelos de negócio e das operações do nosso dia a dia.

A aceitação plena da economia digital é ainda alvo de alguma resistência natural como acontece em todos os processos de mudança. Será esta realidade uma inevitabilidade impossível de travar?

A era digital tem grandes méritos para as economias, mas também levanta questões e dúvidas e a principal será a de saber o que a tecnologia digital pode fazer para ajudar a economia global e para trazer mais prosperidade.

A economia digital representa os fatores que compõem o impacto da tecnologia digital nos padrões de produção e consumo. Este conceito inclui ainda a forma como os bens e os serviços são comercializados, negociados e pagos.

A expressão “Economia Digital” evoluiu a partir da década de 1990, quando o foco era o enorme impacto da internet na economia global. Já nessa altura, mas ainda de forma tímida, começaram a surgir novos tipos de empresas orientadas para o digital e para a produção de novas tecnologias associadas a essa grande inovação que era a internet.

Hoje, o termo abrange uma larga gama de tecnologias e toda uma série de aplicações que interagem e fazem parte da economia digital. Estamos a falar da inteligência artificial, da própria internet, da realidade aumentada e da realidade virtual, dos sistemas de armazenamento em nuvem, da tecnologia blockchain, da robótica e até dos, cada vez mais comuns, veículos autónomos.

A economia digital é hoje reconhecida por agregar todos os fatores da economia que exploram a mudança tecnológica, mudança essa que leva à transformação dos mercados, dos modelos de negócio e das operações do nosso dia a dia.

Portanto, a economia digital cobre tudo, desde os setores tradicionais de tecnologia, dos média, das telecomunicações, dos novos setores digitais que incluem o comércio eletrónico, os bancos e as moedas digitais e até setores tradicionais como a agricultura, a exploração mineira e o sector das indústrias transformadoras que estão a recorrer cada vez mais à aplicação de tecnologias emergentes.

Compreender esta dinâmica tornou-se inegociável e irreversível. A economia digital, à medida que cresce a aceitação e implementação de tecnologias digitais em todos os setores, será muito em breve aquilo a que podemos chamar a economia comum e passará a ser para as futuras gerações aquilo a que nós hoje chamamos a economia tradicional.

Mas embora seja uma inevitabilidade a adesão total à economia digital, importa perceber as diferenças em relação à economia tradicional.

As tecnologias digitais permitem que as empresas promovam os seus negócios de uma forma mais eficiente e mais económica abrindo uma série de novas possibilidades e de crescimento para os empresários e para as organizações. Os fatores de inovação transportam consigo a perceção de maior eficiência e eficácia e a realidade tem vindo a comprovar isso mesmo.

Através da economia digital temos ainda um fator que ultrapassa as limitações da economia tradicional que são as barreiras geográficas. Ou seja, muitos produtos e serviços podem hoje estar ao alcance de muito mais consumidores, chegando a nichos de mercado onde a economia tradicional e os seus meios de distribuição não garantiam o acesso e onde as necessidades de muitos consumidores não podiam ser atendidas.

Estas inovações transversais à economia têm um efeito catalisador que está a ajudar a criar estruturas de mercado inteiramente novas que chegam a remover, entre outras coisas, os custos de transação nos mercados tradicionais.

O melhor exemplo disso é a ascensão de plataformas digitais como Amazon, Uber, Airbnb, eBay, etc. Estas empresas interligam os vendedores e os consumidores ao mercado através de plataformas digitais que são essencialmente estruturas que se assumem parte de um mundo virtual, mas onde se pode comprar e vender com acesso a preços competitivos, produtos de toda a espécie e acima de tudo num clima crescente de confiança, cada vez mais salvaguardado, entre indivíduos e entidades que não se conhecem.

A economia digital veio para ficar e negar essa evidência é negar a evolução natural do mundo em que vivemos. As fronteiras entre a economia digital e a economia tradicional confundem-se cada vez mais à medida que a mudança tecnológica permeia cada faceta da vida moderna.

Importa que todos nós possamos entender a natureza desta mudança para sermos capazes de responder de forma eficaz a todos os níveis que vão desde o social, o corporativo e o pessoal.

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