Premium“A TAP é um desastre”

Além de criticar a falta de intervenção do accionista Estado para proibir a companhia aérea de praticar os preços ‘absurdos’ de bilhetes para a Madeira, Albuquerque insurge-se contra os opositores ao CINM.

Cristina Bernardo

Miguel Albuquerque não tem meias palavras sobre o comportamento da Região Autónoma da Madeira, criticando a atuação da companhia aérea nacional de fio a pavio, considerando-a um ‘desastre completo’ e ‘uma vergonha’ , exigindo uma intervenção do Estado enquanto acionista da empresa, que, no seu entender, não correu ainda porque “está-se nas tintas para a Madeira”. Por seu turno, o Centro Internacional de Negócios está a crescer, mas Albuquerque critica as ações daqueles que gostam de dar tiros nos pés, como a eurodeputada Ana Gomes.

Qual é o seu entender sobre a TAP?
A TAP é um desastre. A TAP é um desastre completo. O que o atual primeiro-ministro disse é que quer ter uma bandeira nacional para servir as regiões autónomas e para servir a diáspora.

E é isso que não está a ser cumprido, no seu entender?
Eu acho que o que se passa é uma vergonha. Estão a praticar preços dentro de território nacional perfeitamente absurdos para fazer 940 quilómetros, com passagens a 600 e a 700 euros. Isto é uma vergonha, e de facto é a violação do princípio da mobilidade dentro de território nacional. Eu nem sequer estou a falar da Madeira, mas estou a falar de um cidadão que vem do Porto ou vem de Lisboa para cá, em que é mais barato ir a Roma ou a Amesterdão, do que circular dentro de território nacional. Isto é a tal política da coesão económica e territorial e o princípio da continuidade territorial. E, neste momento, os preços estão em rédea livre, quem manda na administração está-se a nortear por princípios puramente comerciais e o princípio da continuidade territorial não é assegurado.

Ou seja, o Estado não manda nada?
O Estado manda para meter lá dinheiro, aliás, a antiga administração ‘limpou’ 500 milhões aos contribuintes do Brasil, e agora estes estão lá para ganhar dinheiro.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor. Edição de 07 de junho do Económico Madeira.

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