Abanca quer 75% do EuroBic e quer ficar com 10% da Cofina

O Abanca quer comprar 75% do banco EuroBic e pretende ficar com cerca de 10% da Cofina num âmbito do aumento de capital da empresa, após a conclusão da OPA da TVI.

O Abanca Corporación Bancaria admitiu que está a estudar a compra do EuroBic em Portugal, mas não comprará menos de 75% do banco detido por Isabel dos Santos e Fernando Teles.

“Há um processo competitivo e temos todo o interesse em participar”, admitiu hoje o chairman do Abanca Juan Carlos Escotet em conferêcia de imprensa na cidade galega de Santiago de Compostela.

O processo de venda do EuroBic está em curso tendo sido mandatados bancos de investimento para alienarem a participação da principal acionista. Isabel dos Santos tem 42,5% do EuroBic através da Santoro Financial Holding SGPS (que detém 25%), com sede em Portugal, e da Finisantoro Holding Limited, que tem 17,5%, com sede em Malta. Mas o outro acionista, o luso-angolano Fernando Teles controla 37,5%, também vai vender, tal como avançado em primeira-mão pelo Económico.

Uma delegação liderada pelo chairman, Juan Carlos Escotet, e pelo CEO, Francisco Botas, esteve em Lisboa nas últimas semanas. O Abanca após quatro processos de integração está preparado para fazer mais aquisições, admitiu ainda o chairman. Portugal está entre as prioridades estratégicas porque o Abanca quer ser um banco ibérico. Mas avisa que não participa em fusões sem ter o controlo acionista.

O responsável do Abanca disse ainda que irá acompanhar o aumento de capital da Cofina, mas para manter a mesma posição. O Abanca, que é acionista da Media Capital, com uma participação de 5,05%, vai vender esta posição na OPA lançada pela Cofina. Depois, este dinheiro vai ser usado para o banco galego comprar uma posição de cerca de 10% da Cofina, já concluída a aquisição da dona da TVI, no âmbito do aumento de capital da empresa liderada por Paulo Fernandes.

“Para levar a cabo o acordo de aquisição por parte da Cofina, vamos acompanhar o aumento de capital para manter a posição que detemos e que é ligeiramente abaixo de 10% da Cofina com Media Capital dentro”, disse o CEO do banco.

Está previsto que os três (Paulo Fernandes, Mário Ferreira e Abanca) ficarão com cerca de 51% da Cofina que integrará a Media Capital, dona da TVI.

A Cofina aprovou um aumento de capital de até 85 milhões de euros é um dos mecanismos usado pelo grupo liderado por Paulo Fernandes para financiar o negócio com um ‘enterprise value’ de 205 milhões de euros, menos 50 milhões do que inicialmente previsto. O grupo dono da CMTV garantiu ainda um empréstimo de mais de 200 milhões para financiar o negócio.

O aumento de capital irá elevar de 25,6 milhões para 110,6 milhões o capital social do grupo de media e será feito através de uma “Oferta Pública de Subscrição com subscrição reservada a acionistas no exercício do direito de preferência e demais investidores que adquiram direitos de subscrição, através da emissão de 188.888.889 (cento e oitenta e oito milhões, oitocentos e oitenta e oito mil, oitocentas e oitenta e nove) novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal”, segundo referiu o grupo em comunicado na altura.

  • A jornalista viajou a convite do Abanca

 

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O Abanca, após quatro processos de integração, está preparado para fazer mais aquisições. A propósito do Eurobic, o chairman Juan Carlos Escotet disse que Portugal está entre as prioridades estratégicas da instituição, porque quer ser um banco ibérico.
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