A farmacêutica Bayer foi condenada a pagar 2.065 milhões de dólares (1.900 milhões de euros) depois do seu herbicida, que contém glifosato, alegadamente ter causado cancro a uma pessoa. A condenação foi conhecida na passada sexta-feira e já fez com que as ações do grupo caíssem 7% nas primeiras horas de negociação.
Em comunicado, a Bayer já afirmou que não concorda com a decisão, tendo revelado que vai recorrer e defendendo a segurança dos produtos Roundup, marca de herbicidas do grupo.
Os analistas da JPMorgan acreditam que o grupo alemão consiga reduzir os danos punitivos em recurso, no entanto, isto levará tempo. Em casos anteriores a empresa conseguiu reduzir a remuneração em quase 90%.
Segundo o jornal “Cinco Dias”, desde que a farmacêutica adquiriu o grupo agrícola Monsanto, em 2018, por 63 mil milhões de dólares, que tem enfrentando processos judiciais contra o Roundup nos Estados Unidos. Até ao momento a empresa gastou quase 10 mil milhões em processos judiciais, mas o CEO, Bill Anderson, compromete-se a conter os litígios até 2026.
O grupo farmacêutico dispõe de 16 mil milhões de dólares reservados para lidar com estes processos, no entanto durante o mês de março já solicitou a autorização dos acionistas para aumentar esta quantia, caso seja necessário.
A Bayer fechou 2024 com as vendas a atingiram os 46,6 mil milhões de euros, o que se traduz numa redução em relação aos 47,6 mil milhões de euros em 2023. A empresa referiu que 2025 iria ser um ano crucial para o seu processo de reestruturação.
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