A Zara é uma máquina de fazer dinheiro para a Inditex, mas isto não é novidade. No entanto, ajuda à nova avaliação da Jefferies, que recomendou esta sexta-feira a compra de ações da empresa.
Os analistas da empresa norte-americana consideram que os títulos da dona da Zara e Massimo Dutti são “um refúgio com uma valorização atrativa em tempos de incerteza para as empresas de consumo discricionário [consumo sensível ao ciclos económicos, como vestuário, viagens, hotéis e restaurantes]”.
A Jefferies considera ainda que a estabilização sentida no consumo europeu é “uma razão adicional” para comprar ações da empresa de Amancio Ortega. Também a recuperação das vendas a retalho nos Estados Unidos ajudam a esta avaliação.
Porquê? Os Estados Unidos representam 13% do volume de negócios do conglomerado de moda galego, ficando imediatamente atrás de Espanha, que comporta 15,8% do mercado. Atrás ficam a Alemanha, responsável por 10,4%, e o Reino Unido com 7,6%.
Exemplo da atratividade dos títulos da Inditex é o facto da empresa de moda já acumular ganhos superiores a 17% na praça espanhola. A recomendação de compra da Jefferies já fez das suas e as ações da Inditex no Ibex já sobem 2,27%, estando agora avaliadas em 46,39 euros.
A cotada atingiu o seu máximo histórico no passado dia 20 de junho, com as ações a ficarem avaliadas em 47,68 euros. Mas a análise da casa de Nova Iorque é ainda mais otimista: podem subir, no curto prazo, até aos 51 euros.
Contudo, a Jefferies não está sozinha. Um total de 12 empresas, mais de um terço das casas de investimento da Bloomberg”, coloca as ações da Inditex a crescer mais de 50 euros. Existe ainda uma opinião neutra e quatro mostram uma opinião contrária.
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